A Emília Teixeira podia ter toda a razão de mundo... para mim, acabou de perder a razão quando colocou em causa o profissionalismo da arqueóloga Sandra Pereira e quando ainda teve a lata de andar a "coscuvilhar" a vida pessoal da colega e vir para esta mailing list expôr a mesma.
O esforço que diz ter feito para encontrar a colega não deve ter sido assim tanto, pois se realmente a quisesse encontrar poderia tê-lo feito de várias formas: - perguntar aos trabalhadores pela arqueóloga responsável pela obra e deixar-lhes o seu contacto; - contactar a entidade responsável pela obra e solicitar o contacto com a arqueóloga; - em última instância, e da mesma forma que contactou a Direcção Regional de Cultura do Norte para expôr o caso, poderia também ter solicitado o contacto da arqueóloga responsável pelo acompanhamento arqueológico da obra.
Relativamente à destruição que diz ter ocorrido... se realmente tem na sua posse factos que comprovem os mesmos, então apresente-os a quem de direito, nomeadamente à arqueóloga responsável pelo acompanhamento arqueológico da obra de modo a ajudar a colega a tomar as devidas previdências e de modo a que o dono de obra e a Direcção Regional de Cultura do Norte possam agir em conformidade.
Ajudar os colegas parece-me sempre uma melhor opção, em detrimento de os prejudicar e colocar em causa o seu profissionalismo.
Boa noite, Maria João Lopes
Ex.mos Sr.s
Venho por este meio anunciar que no que toca ao caso de
Panoias o Senhor Diretor Regional de Cultura do Norte, Doutor António Ponte,
teve a amabilidade de me responder (em anexo) dia 6 de Abril do presente mês, ou seja,
depois de ter denunciado a situação neste fórum. Por isso o reclamar ainda faz
efeito.
Recebi alguns emails dando conta de que este caso não é
único, e o desnorte na qual nos encontramos, prova disso é também a reportagem
hoje (no jornal das 13h na sic) que passou sobre um edifício histórico na cidade
de Vila Real, em parte obra de uma conceituado artista Nadir Afonso, que foi
parcialmente destruído e que estava em processo de classificação. Pude
constatar também, que a Câmara não tem qualquer sensibilidade no que toca ao
património, mas depois puxam sempre dos galardões (região demarcada), só para o
que lhes convém.
Agradeço desde já à professora Mila S. Abreu, pelo email que
me dirigiu onde demonstrou a sua preocupação e dando-me conta que também
conhecia a situação. Mas também tenho a dizer, que da comunidade cientifica,
foi a única que se pronunciou. Espanta-me não ter sabido de comentários e
denuncias de pessoas ligadas a instituições de ensino e arqueólogos da praça,
sobretudo pessoas ligadas ao período romano. É lamentável ter que levar com
esta falta de atitude, vinda de pessoas cuja função passa muito pela defesa do património
que alegadamente estudam. Continuem assim só a preocupar-se com o vosso quinhão
e não tarda darão aulas a vocês próprios, porque como isto vai a arqueologia
vai-se transformar noutra coisa, onde vossas excelências não farão falta.
Em relação a Panoias, e à explicação que me foi dirigida,
por parte da Direcção Regional de
Cultura do Norte, tenho a fazer um pequeno reparo, não existe nenhuma
eventualidade mas sim factos, devidamente comprovados de destruição. Depois de
uma pesquisa, em relação à arqueóloga Sandra Pereira, que nunca vi depois de
muito me ter esforçado por a encontrar em obra. Mas também é difícil com uma
obra com no mínimo 20 frentes, e depois outra coisa, consegui apurar que esta arqueologia
ainda tem tempo para dar aulas numa instituição de ensino . Por favor, é assim,
se é para fazerem as coisas que sejam, no mínimo sérios com as funções que
desempenham.
Emília Teixeira
<SKM_C3350170406145400.pdf>
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