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Nos dias 5 e 6 de Maio celebra-se em Beja a Festa das Maias, organizada pela Associação de Defesa do Património de Beja, no âmbito da qual terá lugar no dia 4 de Maio às 21:00 na Biblioteca Municipal de Beja uma conferência proferida por Filomena Barata (Museu Nacional de Arqueologia - DGPC) intitulada "No tempo em que as flores falavam: a Mitologia na Antiguidade".
Resumo:
Associada à Primavera e à Fertilidade é a ninfa de origem latina Flora, derivando da palavra latina flos (flores). A Floralia era exactamente o festival romano realizado em honra à deusa Flora, para consagrar as florações da Primavera.
As Florálias são já um sincretismo romano de uma celebração anterior, consumado ainda nos nossos dias, nas Maias, no ritual da donzela, das bonecas e das giestas floridas afugentando o «maio», ou o «mau-olhado».
Para os Gregos, Maia era a mais velha das Plêiades, uma das sete filhas de Atlas e Pleione, que, unida a Zeus, foi mãe de Hermes, o mensageiro dos deuses.
Na mitologia romana, Maia é uma antiga divindade itálica, filha de Fauno e esposa de Vulcano. Deusa da Primavera, deu nome ao mês de Maio, que lhe era consagrado. No primeiro dia de Maio, o flâmine de Vulcano sacrificava-lhe uma porca grávida.
Era essencialmente venerada por mulheres sendo os homens excluídos do perímetro sagrado dos seus templos.
Embora não estando relacionadas originalmente, acabaram por ser identificadas uma com a outra.
Ainda hoje as Mais se podem considerar um dos rituais mais expressivos do ponto de vista da história religiosa antiga, que permaneceu praticamente imutável desde o século V, e que se exprime, com variantes, em vários pontos do país, celebrando, tal como acontecia na Roma Antiga, o renascer da Natureza, a fertilidade vegetativa.
Assim vemos, em inícios de Maio, as meninas vestidas de branco coroadas de flores, ou as «marafonas» sentadas à porta de casa, na esquina da rua ou na praceta, pedindo “um tostãozinho para a maia”.
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