Caros Archportianos
No Dia de Portugal lembrei-me de evocar uma questão que me vai preocupando, e julgo que deveria preocupar outros mais directamente relacionados com ela.
É certo que os problemas na Cultura são tantos que este aspecto fica, aparentemente esquecido, talvez por falta de ...rentabilidade.
Trato da questão do desaparecimento, assumido ou disfarçado, de publicações culturais e com interesse para a arqueologia no Alentejo, algumas de prestígio consagrado e que grandes serviços prestaram à arqueologia do Sul do país.
Com efeito, não tendo efectuado um levantamento sistemático vou referir apenas alguns desses títulos desaparecidos ou interrompidos.
Começo por lembrar A Cidade de Évora, cuja publicação esteve interrompida sete anos, voltando em 2016. Pior é a situação de A Cidade, de Portalegre, que interrompeu a publicação em 2008. A mais triste de todas parece-nos ser a interrupção da publicação da revista Arquivo de Beja, tão ligada à arqueologia desde há tantos anos, e que se ficou pelo começo deste obscuro século XXI.
Refiro também a honesta revista Ibn Maruán, de Marvão, cuja edição se encontra suspensa há anos por razões pouco claras. E acrescento a revista Vialibus, da Fundação Paes Telles, no Ervedal, vítima dos cortes às Fundações e do pouco interesse que determinados Mecenas alentejanos demonstram pelo que são, antes de mais valores regionais.
Em dia de medalhas e de evocação de valores nacionais pareceu-me indicado lembrar este problema, talvez pequeno, mas que me parece significativo dos tempos que vamos vivendo.
Cordialmente
Vasco Gil Mantas