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A exposição de escultura -
Entre Tempo - aborda o lapso temporal que medeia entre a perceção da visão e a configuração espectral da realidade - um tempo indeterminado -, simbólico que não pode ser medido senão pela sua
qualidade. Linhas que se agregam e desagregam em conveniências fluidas. Uma ordem intuitivamente percetível que só se manifesta nos intervalos da visibilidade, numa aceleração construtiva de uma encenação da teatralidade do gesto. É o tempo breve do olhar,
prévio ao tempo que se consigna à reflexão para conferir uma ordem à realidade observada.
Nessa passagem, a ordem invisível dos elementos transmuta-se num ritmo loquaz, corporal e expressivo que se repete numa sequência de movimentos coreografados, que
se reconfiguram na fluidez do tempo e do espaço, desmaterializando a matéria bruta do suporte para dar lugar à primazia da poética do gesto que se liga ao universo da performance, numa dimensão lírica e intemporal.
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