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GRUTAS ARTIFICIAIS DO
CASAL DO PARDO (QUINTA DO ANJO, PALMELA) 2017/2018, 1 VISITAS GUIADAS No próximo dia 27 de Julho, Quinta-feira, a partir das
17h30, decorrerão visitas guiadas às escavações arqueológicas nas Grutas
Artificiais do Casal do Pardo (Quinta do Anjo, Palmela). Volvidos 141 anos após as primeiras escavações de Carlos
Ribeiro e António Mendes e 110 anos depois dos trabalhos realizados por António
Inácio Marques da Costa, decorre uma nova campanha de trabalhos arqueológicos,
sob direcção de Victor S. Gonçalves, Ana Catarina Sousa (UNIARQ, Centro de
Arqueologia da Universidade de Lisboa) e de Michelle Santos (Câmara Municipal
de Palmela). As Grutas artificiais do Casal do Pardo remontam ao
Neolítico final, mas foram utilizadas durante todo o 3º milénio (3200 a 2000 antes
da nossa era) continuando a ser usadas como espaço sepulcral até aos finais do
3º milénio. Inscrevendo-se numa tradição arquitectónica mediterrânica,
estes sepulcros incluem práticas funerárias idênticas às do Megalitismo no
Centro e Sul de Portugal. Identificadas e escavadas em 1876 pela Comissão dos
Serviços Geológicos, as Grutas Artificiais de Casal do Pardo constituem um
sítio paradigmático do hipogeísmo em Portugal, conhecido da comunidade científica
europeia desde o século 19. O importante espólio recolhido nas escavações de
1876 e 1907 encontra-se depositado no Museu Geológico e no Museu Nacional de
Arqueologia respectivamente e está actualmente a ser reestudado. Destaque para
o conjunto relativamente tardio de cerâmicas campaniformes, contexto local de um
fenómeno pan europeu que surge no final do Calcolítico. Os trabalhos arqueológicos inserem-se num programa de
recuperação e valorização das Grutas Artificiais do Casal do Pardo a executar em
colaboração com a empresa ArqueoHoje, que incluirão a realização de novas
escavações e a execução de um projecto paisagístico (Rui Farinha – Câmara
Municipal de Palmela) e de apoio à interpretação museológica do sítio. O projecto PRARRÁBIDA – Valorização de sítios arqueológicos – é promovido pela
Câmara Municipal de Palmela, com financiamento do PORLisboa2020, no
âmbito do PDCT-AML (Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da Área
Metropolitana de Lisboa), com o apoio do FEDER, e insere-se na Prioridade de
Investimento 6.3 Valorização do Património Cultural e Natural. Os resultados já conseguidos foram considerados “excelentes” pelos
investigadores responsáveis. |
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