Descoberta foi comunicada à Direção-Geral do Património, que tem agora de avaliar o sítio e fazer a sua classificação
O mergulho teve de ser rápido, 30 minutos, não mais, por causa das marés. Mas foi o suficiente para a equipa científica, reunida à pressa, fazer vídeos e fotos no local e, sobretudo, ficar com a certeza de que aquele navio há muito naufragado à entrada do Tejo, entre a Trafaria e o Bugio, "é uma descoberta de importância mundial, que se encontra num estado de preservação incrível", como assegura o arqueólogo subaquático Alexandre Monteiro. Mas, avisa o investigador, "há riscos, se o local não for preservado".
Carregado de barris e de enigmas, aquele é um dos dois navios naufragados no Tejo que foram descobertos, por uma incrível coincidência, no mesmo dia, a 19 de Outubro, por Sandro Pinto e Pedro Patacas, dois mariscadores profissionais, que decidiram alertar Alexandre Monteiro. "Fui ver os vídeos que eles tinham feito e apercebi-me logo da importância da descoberta", lembra o arqueólogo e investigador do Instituto de Arqueologia e Paleociências (IAP) da Universidade Nova de Lisboa.
Tal como a lei prevê, os autores do achado comunicaram-no no prazo de 48 horas, no dia 20 de Outubro, à Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), entidade que tem agora 90 dias, até 20 de janeiro....
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https://www.dn.pt/sociedade/interior/achado-de-naufragio-no-tejo-unico-no-mundo-pode-estar-em-risco-8956508.html