aproveito para referir mais uma publicação portuguesa com revisão pelos pares: Cadernos do GEEvH, disponível on line http://geevh.jimdo.com/cadernos-do-geevh/
Trata-se de uma revista recente mas dinâmica com enorme potencial para divulgação do que se faz em Portugal e por esse mundo fora em arqueologia e antropologia.
Em relação ao debate que se iniciou aqui na archport, parece-me ser bastante pertinente e já decorre no mundo há bastante tempo.
Sou da opinião que há espaço para publicações de diversos tipos e os arqueólogos portugueses deveriam esforçar-se para publicar em vários modelos de revista, para chegar a vários tipos de públicos. O sistema de revisão pelos pares tem muitos problemas mas isso não invalida que seja o melhor modelo que existe. É mais ou menos o que se diz da democracia. A revisão pelos pares baseia-se na honestidade de autores, editores e revisores...
Quanto à publicação em inglês. Acho muito bem que se aumente a tendência para publicar em inglês. Só assim teremos a certeza de que o conhecimento que produzimos incorpora verdadeiramente o debate científico internacional. Nós, individualmente, e a comunidade científica nacional só tem a ganhar com a crítica internacional. Não me parece realista esperar que investigadores franceses, polacos, chineses ou americanos leiam português, tal como não é espectável que um investigador português saiba ler polaco ou mandarim. Eu já citei trabalhos de investigadores chineses que foram efectivamente uteis para o meu trabalho. Se eles escrevessem unicamente em mandarim eu não teria ganho esse conhecimento. A comunidade científica é cada vez mais global, felizmente.
Existem exemplos concretos de debates científicos portugueses que têm passado coxos para a comunidade internacional porque só uma pequena parte dos intervenientes publica em inglês. É prejudicial, em primeiro lugar, para a comunidade científica portuguesa.
Concordo, porém, que isso não impede que se publique em português. Bem pelo contrário. É muito importante que o debate que se produz em inglês seja vertido para português para não corrermos o risco de empobrecer o nosso vocabulário científico português. E para cumprirmos a nossa função social de divulgar o conhecimento científico que produzimos junto do público do país que suporta a nossa investigação.
Cumprimentos
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