Descentralização do Museu da
Imprensa Censura e 25 de Abril
De Faro a
Caminha As comemorações do ?25 de Abril?
marcam as actividades do Museu Nacional da Imprensa durante este mês, com a
montagem de seis exposições de norte a sul do país. De Caminha a Faro, o museu da cidade
do Porto, mostra ao público testemunhos da História recente de Portugal,
prosseguindo dessa forma a política de descentralização cultural que tem vindo a
praticar desde sua abertura, em 1997 e cujo 10º aniversário comemora este
ano. Os ?Livros Proibidos na Ditadura de
Salazar? podem ser vistos na Feira do Livro de Braga. A exposição documental apresenta
dezenas de livros e outros documentos ilustrativos da acção dos Serviços de
Censura na literatura portuguesa e estrangeira. Podem ser vistos livros
censurados, autos de apreensão originais e jornais da época com textos sobre
literatura e/ou escritores cortados pelo ?lápis azul?. Guimarães mostra, nos antigos Paços do
Concelho, em pleno Centro Histórico, a exposição ?Jornais da Liberdade? composta por
três dezenas de jornais publicados, do dia 25 de Abril até ao 1º de Maio de
1974. Publicações periódicas já extintas como ?O Século?, o ?Diário de Lisboa?,
a ?República?, ?O Comércio do Porto? e ?A Capital?, podem ser vistos, lado a
lado, com alguns dos jornais de referência actuais. As centenas de cartazes que o Museu
Nacional da Imprensa possui, sobre o 25 de Abril, permitiram que Castelo Branco e Faro possam mostrar ao público, dezenas
de cartazes alusivos à ?Revolução dos Cravos?. Promovidas pelas Câmara
Municipais locais, as exposições apresentam ícones do ?25 de Abril? da autoria
de Vieira da Silva, João Abel Manta e Vespeira. O ?Lápis Azul: a Censura do Estado Novo?
patente no Museu Municipal de Caminha, dá a conhecer ao público mais
de meia centena de documentos ilustrativos do largo espectro da actuação
censória que vigorou no nosso país desde o golpe militar de 1926 até ao ?25 de
Abril?. Promovida pela autarquia local, a exposição contempla os diversos
sectores da actividade informativa e cultural censurada, desde a Imprensa à
Música, passando pela Rádio, TV, Cinema e Teatro. A quantidade de documentos
censurados pertencentes ao Museu Nacional da Imprensa permitiu que o Auditório
Municipal de Espinho recebesse uma
mostra sobre a mesma temática. Todos os anos, o Museu Nacional da
Imprensa inaugura uma exposição nova sobre o 25 de Abril, procurando sempre
abordar novas perspectivas sobre a ?revolução? que pôs fim a 48 anos de Censura,
como foi o caso deste ano com a exposição patente em Braga. Acrescente-se que,
ainda no âmbito da descentralização, o Museu da Imprensa tem também patente, em
Leiria, uma exposição internacional de cartoon. O Museu está instalado na cidade do
Porto, a montante da Ponte do Freixo e a cinco minutos da Estação CP/Metro de
Campanhã. |
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