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Exposição
no Museu Nacional de Arqueologia |
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As áreas da etnologia e da arqueologia estão a ser
votadas ao esquecimento e há mesmo "um desprezo" pelos museus que as
representam, considera o presidente da Associação Portuguesa de Museologia
(APOM).
Em declarações à Agência Lusa a propósito do Dia
Internacional dos Museus, que se celebra sexta-feira com iniciativas em
todo o país, António Nabais lamentou "a falta de requalificação dos
museus" destas áreas.
"É uma pena porque temos um património
notável na área da arqueologia e da etnologia", disse ainda o responsável
pela associação ligada à qualificação e formação do sector, criticando,
por exemplo, o encerramento do Museu de Arte Popular em Lisboa, que
considera "uma catástrofe".
Fechado desde 1999, o museu vai ser
alvo de obras de remodelação e abrirá em 2008 como Museu Mar da Língua
Portuguesa, com conteúdos interactivos dedicados ao período dos
Descobrimentos Portugueses e à língua portuguesa, nomeadamente a sua
presença no mundo.
Quanto ao espólio de arte popular que representa
as várias regiões do país, será guardado no Museu Nacional de Etnologia de
Lisboa, uma transferência que o responsável contesta porque "vai ficar
certamente esquecido".
O presidente da APOM, também director do
Museu Etnográfico e Arqueológico Dr. Joaquim Manso, na Nazaré, considera
igualmente que, tanto o Museu de Etnologia do Porto como o Museu Nacional
de Arqueologia, "estão votados ao esquecimento", nomeadamente o segundo,
instalado no Mosteiro dos Jerónimos, "há muito tempo a necessitar de novas
instalações".
Devido à avançada degradação do Palácio de São João
Novo, construído no século XVIII, onde está instalado o Museu de Etnologia
do Porto, o edifício foi encerrado em 1992 e o seu espólio tem sido
salvaguardado noutros museus.
António Nabais defende que o Governo
deve "apostar mais na requalificação dos museus e na aquisição de obras de
arte, bem como na formação dos profissionais que trabalham no
sector".
Na sua opinião, o aumento significativo do número de
visitantes nos museus no ano passado - ultrapassou um milhão, o que não
acontecia desde 1998 - "ficou a dever-se sobretudo à paixão e criatividade
dos profissionais".
A Lusa tentou, sem êxito, contactar o director
do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), Manuel Bairrão Oleiro. Em
Março último, o responsável admitiu que existem vários museus nacionais
carenciados de obras, "alguns deles há anos sem
intervenções".
Indicou ainda que estão actualmente em curso cinco
grandes obras, no Museu Nacional Machado de Castro (Coimbra), Museu de
Aveiro, Museu de Évora, Museu José Malhoa (Caldas da Rainha), e Museu
Regional de Arqueologia D. Diogo de Sousa (Braga).
O Dia
Internacional dos Museus celebra-se este ano sob o tema "Museus e
Património Universal" com entradas gratuitas nos 29 museus nacionais e da
Rede Portuguesa de Museus, onde o público poderá ter acesso, além das
exposições, a concertos, ateliers, lançamentos de livros, entre outras
actividades.
Nesse dia, ao fim da manhã, no Museu Nacional de
Arqueologia, será lançada a nova revista Museologia.pt, na presença da
ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, e do director do
IMC.
15
de Maio de 2007 | 10:38 lusa |
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