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Ninguém o diria,
mas também as cartas de jogar - pelo seu entrosamento no quotidiano das gentes e
pelos reflexos que nas suas ilustrações o quotidiano pode ter - constituem, sem
dúvida, uma fonte histórica para o estudo de usos, costumes, mentalidades, mas
também um património imaterial que, decerto, urge preservar ou, pelo menos,
começar a olhar com outros olhos.
Bem andou, pois,
a meu ver, a Dra. Fernanda Frazão, dinâmica mobilizadora da Apenas Livros - apenaslivros@oninetspeed.pt -
para, na sua colecção de livrinhos de cordel a que deu o curioso nome
de Bisca Lambida, ter incluído recentemente três novos
títulos:
nº 7: Jogos
e Passatempos Romanos, de Salete da Ponte;
nº 8: Diálogo de Preceitos Morais com prática
deles, em modo de jogo, de João de Barros;
nº 9: Lourenço Solérsio, primeiro mestre da Real
Fábrica de Cartas de Lisboa, da própria Fernanda Frazão, que é, aliás, a
autora também, nessa colecção, dos
nº 1: No
Tempo em que Jogar às Cartas era Proibido. Séculos XV e XVI em
Portugal;
nº 2: As
Cartas de Jogar Constitucuionais. História de um Baralho ;
nº 4: Os
Primeiros Fabricantes de Cartas de Jogar em Portugal.
Já agora, por
curiosidade, fiquemos a saber os restantes títulos:
nº 3:
Falando de... Cartas de Ilusionismo, de José Manuel
Guimarães;
nº 5:
Jornada Real vista por Cartas Jogadas, de Tomás Pinto
Brandão.
Velharias, sim,
mas... pejadas de histórias por contar - digo eu!
J. d'E.
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