14 de
Março de 2008
VI Jornadas da Comissão
Nacional Portuguesa do ICOM
Novos museus, novas competências, novas
carreiras
A Direcção da Comissão Nacional Portuguesa do ICOM vai promover novamente
uma jornada de reflexão e de debate sobre o tema “novos museus, novas competências, novas
carreiras” a realizar na manhã do próximo dia 14, às 10h00, na Sala 1 do
Edifício-Sede da Fundação Calouste Gulbenkian, em
Lisboa.
As setes definições de museu
que o ICOM apresentou desde 1946 a 2001, e que têm como objectivo estabelecer um
quadro comum para toda a organização – recorde-se que a estrutura do ICOM
assenta nos comités nacionais e nos comités temáticos – reflectem o evoluir da
forma como os museus encaram o seu posicionamento e relação com a
sociedade.
Ao definir, em 2001, os museus como organizações não-governamentais, ao
serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, o ICOM reflecte inequivocamente o
re-posicionamento dos museus perante a sociedade. Ao reivindicar para os museus o papel de
mediadores entre as colecções que reúnem, o conhecimento que produzem e os seus
públicos, o ICOM reconhece que os museus são feitos de pessoas (das suas
evidências materiais e imateriais), para as pessoas (os seus públicos) e por
pessoas: os construtores desta mediação são os profissionais de
museus.
Por outro lado, numa sociedade cada vez mais competitiva e exigente, os
museus inscrevem as suas ofertas num mapa cultural mais vasto, e os
profissionais de museus importam saberes de outras áreas profissionais ou os
museus incorporam novas profissões.
Mas porque se inserem numa sociedade também mais participativa, os museus
necessitam de desenvolver novos tipos de relacionamentos – parcerias, mecenatos
ou voluntariados abrem campos de trabalho novos em que, mais uma vez, os
profissionais de museus estão directamente
envolvidos.
O novo paradigma de museu, com uma carga acrescida de responsabilidade e
exigência de qualidade que recai nos profissionais de museus, implica novas
competências - a adquirir em ambiente de formação académica ou em ambiente de
formação contínua -, implica a assumpção de novas áreas funcionais e implica
reflectir sobre as profissões museais e a sua identificação bem como reflectir
sobre os enquadramentos jurídicos em que se inscrevem no momento conturbado que
atravessamos.
Contando desde já com a participação activa de todos os membros do
ICOM_Portugal e também de todos os que se interessam por estas questões,
considerou-se importante contar com a reflexão de três oradores com diferentes
relações e vivências com os museus e os profissionais de museus. Assim, deram-nos o prazer de aceitar o
nosso convite:
- Dr. Luís Calado, Presidente do Conselho Directivo da Fundação Ricardo Espírito
Santo
- Dr. João Carlos Brigola, Professor Auxiliar do Departamento de História
da Universidade de
Évora
- Dr. Filipe Mascarenhas Serra, Jurista do IGESPAR, Professor Assistente na Universidade Católica Portuguesa e membro da Comissão Instaladora da
Associação dos Comunicadores Culturais
bem como o Dr.
Paulo Henriques, membro do ICOM e director do Museu Nacional de Arte Antiga que
será o moderador nestas Jornadas, para as quais propomos como documento-base de
reflexão o Référentiel Européen des
Professions Muséales que estará disponível em www.icom-portugal.org.
14 de
Março de 2008
Fundação Calouste
Gulbenkian, Edifício-Sede, Sala 1
10h00
VI
Jornadas
ENTRADA LIVRE
O I.M.C., I.P. autorizou os seus funcionários a participarem nestas Jornadas.
Será entregue um comprovativo de presença desde que solicitado no início da sessão.
15h30
Assembleia Geral da
Comissão Nacional Portuguesa do ICOM
Eleições
para o triénio 2008-2011
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