[Museum] Depois de Aljubarrota, seguem-se outras batalhas
Centro de interpretação
Depois de Aljubarrota, seguem-se outras batalhas
A Fundação Batalha de Aljubarrota (FBA) vai construir novos centros de
interpretação em locais onde ocorreram outras batalhas históricas,
anunciou o seu administrador, Miguel Horta e Costa. O centro sobre
Aljubarrota fica em Porto de Mós, foi inaugurado no dia 11 de Outubro
e pretende atingir cem mil visitantes no terceiro ano de funcionamento.
"Há intenção, em parceria com autarquias, de preservação de campos
onde se travaram batalhas portuguesas", afirmou Miguel Horta e Costa
durante a apresentação à imprensa do Centro de Interpretação da
Batalha de Aljubarrota (CIBA).
Sem adiantar datas para a criação de outros espaços de valorização das
batalhas, o responsável admitiu, no entanto, que as parcerias mais
avançadas estão em Fronteira, onde decorreu a batalha de Atoleiros, e
em Trancoso.
"Assim que o CIBA entrar em velocidade cruzeiro, iremos passar a
outras oportunidades como esta", garantiu Miguel Horta e Costa,
lembrando que os investimentos futuros passarão por locais onde
decorreram batalhas relacionadas com a independência de Portugal,
assim como com a sua restauração.
O administrador disse ainda estarem "numa fase primária" as
negociações com a Câmara de Ourém, município onde as tropas de D. Nuno
Álvares Pereira estiveram acampadas antes de travarem a Batalha de
Aljubarrota, para a criação de uma extensão do CIBA.
Mais avançado está um outro centro de interpretação, no local onde se
iniciou a batalha, no concelho da Batalha, que a FBA conta inaugurar
ainda este ano ou no início do próximo ano.
Dez milhões de euros de investimento no CIBA
O CIBA surgiu na sequência de uma visita, há cerca de oito anos, de um
grupo de figuras ao Campo Militar de São Jorge, que se apresenta agora
remodelado na sequência de um investimento de dez milhões de euros.
Na visita, organizada pelo presidente da FBA, Alexandre Patrício
Gouveia, participaram, entre outros, o actual Presidente da República,
Cavaco Silva, e o empresário Ricardo Salgado, recordou Miguel Horta e
Costa.
"Essa visita foi muito importante porque consciencializámo-nos da
importância histórica do Campo de São Jorge", lembrou o administrador,
reconhecendo que o espaço "corria o risco de adulteração".
Actualmente, Miguel Horta e Costa considera que o CIBA é, "talvez, o
centro mais avançado na Europa de preservação da memória histórica de
um acontecimento como a Batalha de Aljubarrota".
Aposta no multimédia
O CIBA inclui a remodelação quase total do antigo Museu Militar de São
Jorge, instalado no Campo de São Jorge, onde se travou a Batalha de
Aljubarrota, entre portugueses e castelhanos, em 14 de Agosto de 1385.
Desenvolve-se por três núcleos e a sua imagem de marca é a componente
multimédia.
O primeiro núcleo é dedicado às descobertas arqueológicas no campo da
Batalha e à contextualização histórica do período onde aquela se
inscreve. Inclui um fosso, a única estrutura do campo da batalha que
foi musealizada.
No segundo espaço, o visitante pode assistir, durante 30 minutos, a um
espectáculo no qual se conjugam filme, imagens, som, luzes e efeitos
especiais, produzidos numa escala monumental.
Já o terceiro núcleo do CIBA apresenta e descreve factos associados à
batalha e à sua época.
Fonte: Lusa, actualizado