Re: [Museum] Fw: [Archport] Sobre a reprodução de imagens
Na minha opinião, o pedido de autorização nem sempre é a melhor via.
Nem sempre o autor é contactável em tempo útil, por exemplo, perdendo o autor
a divulgação do seu trabalho e a pessoa em questão por não poder utilizar a
obra.
Uma solução para esta questão passa, por exemplo, pelo licenciamento, pelo
autor, da obra com uma licença Creative Commons. Este serviço gratuito permite
decidirmos se o nosso trabalho pode ser utilizado ou não; se pode ser alterado
ou não; se pode ser usado para fins comerciais ou não; se quando utilizado por
terceiros se tem de citar a fonte ou não e de que forma, etc.
Site internacional: http://creativecommons.org/
Site Jurisdição Portugal: http://creativecommons.pt/
Aproveito para acrescentar (e felicitar pela excelente ideia) que a Fundação
Calouste Gulbenkian disponibilizou fotografias no Flickr com uma destas
licenças:
http://www.flickr.com/photos/biblarte/
Informação sobre o projecto:
http://www.biblarte.gulbenkian.pt/content.asp?cod=divulga_flickr&menu=home&parent=home&lang
Paula Simões
On Wednesday 05 November 2008 10:24:35 José d'Encarnação wrote:
> Re: [Archport] Sobre a reprodução de imagens
> ----- Original Message -----
> From: V í tor Oliveira Jorge
> To: archport@list-serv.ci.uc.pt ; museum-request@ci.uc.pt ; Jos é d'Encarna
> çã o Cc: Marta Diaz-Guardamino
> Sent: Wednesday, November 05, 2008 9:25 AM
> Subject: Re: [Archport] Sobre a reprodução de imagens
>
>
> Penso que para fins estritamente científicos/pedagógicos e não comerciais,
> comprováveis, o patrimómio público (isto é, já publicado ou publicitado em
> qualquer suporte, o que inclui provas academicas defendidas publicamente)
> deveria ser retirado da lógica da mercadoria e desde que o autor e a fonte
> fossem citados, esse património deveria ser público, isto é, disponível e
> gratuito. Repito: sempre com respeito pelos direitos do autor, que não
> implicam necessariamente dinheiro, mas direitos morais pelo seu trabalho
> (impossibilidade absoluta da desonestidade do plágio, roubo ou utilização
> danosa do produto do trabalho alheio, etc., etc.) Sobre isto - copyright e
> copyleft - há toda uma reflexão a fazer. Sem dúvida que qualquer utilização
> de material produzido por outrém tem de ter a autorização do autor, isso é
> o mínimo exigível. Dou um exemplo. Tenho um blogue onde publico reflexões,
> imagens ou material literário meus, que posso querer destinar, reformulados
> ou não, a publicação em suporte papel. Não gostaria que alguém se
> apropriasse deles sem primeiro me pedir autorização, nomeadamente para
> utilizar em publicações, e mesmo indicando a fonte. Mas, em geral, nessas
> condições de tranbsparência e honestidade, dou sempre autorização, como
> gosto que outras ma dêem a mim. O mercado não é tudo e as antrigamente
> chamadas "obras do espírito" não podem sujeitar-se às regras de economia
> que, como se vê pelo mundo actual, são objecto de muita controvérsia e
> pontos de vista. Os direitos de autor são uma coisa, os seus direitos
> morais e o respeito pelo seu trabalho, a tr4ansformaçãoi deste em
> mercadoria vendável é outra. Agradeço a publicação deste ponto de vista
> geral - e não dirigido a este caso em concreto - na Archport e na Museum
> Vitor Oliveira Jorge
>
> On 05.11.08 02:06, "Marta Diaz-Guardamino"
<marta_diaz_guardamino@hotmail.com> wrote:
> > Estimados amig@s:
> >
> > Quisera comentar uma questão sobre a que gostaria saber quê opinam.
> >
> > Estou a preparar um artigo para uma revista de investigação inglesa e á
> > umas semana comece a solicitar permissão para a reprodução de algumas
> > imagens.
> >
> > Uma destas imagens é uma fotografia da estela de Longroiva divulgada numa
> > publicação do Instituto Português de Museus. A informação que recebei
> > indica que devo abonar uns 44,89 euros (!) por imagem, imagino que para
> > obter a imagem e poder reproduzi-la.
> >
> > O primeiro que pense e que, tendo em conta que o autor do artigo (eu) tem
> > que decorrer com os gastos dos direitos de autor ou copyright (sou uma
> > estudante de doutoramento com poucos recursos), não posso incluir a
> > imagem...
> >
> > E penso.., não dificultam estas elevadas taxas a divulgação visual do
> > património nos médios científicos? Sé que os Museus precisam de
> > financiamento pêro, não seria melhor facilitar mais a divulgação visual
> > do património, em meios científicos ou não, para atrair as pessoas
> > (investigadores o não) a o património que encerram os museus?
> >
> > cumprimentos cordiais,
> >
> > martadg
> >
> >
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> Vítor Oliveira Jorge
> Prof. Univ. Porto; investigador do CEAUCP
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