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Quanto ao tema da Gestão em Museus, há muito que fazer e reflectir. Espero que não se cai no mesmo erro que se está a cometer com os professores. Parece que se está agora a acordar, de repente, para Gestões e " Avaliações " indigestas. Como sempre, atrasados relativamente ao que se vai fazendo pelo mundo fora, fomos deixando para trás o investimento primordial e GRADUAL na formação. Não é de gestores que os Museus precisam, mas sim da implementação URGENTE de Sistemas de Gestão da Qualidade. Sucessivos governos portugueses desperdiçaram verbas e/ou ignoraram programas europeus que visavam formar pessoas na area da Qualidade. Gastaram os dinheiros públicos na sumptuosidade dos edifícios (como é o caso do IPQ) e noutras derivas vistosas e agora, por imperativos internacionais, temos que fazer tudo à pressa, começando o edifício pelo telhado. Se já se tivesse formado toda uma geração para uma outra CULTURA organizacional, socialmente responsável e participativa tudo seria agora mais lógico e fácil de compreender. Investir na melhoria contínua, na identificação dos processos, na Gestão do Conhecimento, num melhor desempenho ambiental que inclui naturalmente, a satisfação das pessoas como primado de qualquer Sistema de Gestão Qualidade deveriam ser algo já perfeitamente interiorizado na nossa sociedade. Dizer-se agora que os Museus precisam de gestores sem se fazer todo este caminho parece-me uma falácia. Existem estudos sobre este tema, aplicado ao caso dos museus, algum pensamento produzido a nível nacional e internacional, porém muito há a fazer. A reflexão que temos dedicado ao tema, em meio académico, evidencia a imensas lacunas neste campo e a necessidade URGENTE de estudar os museus enquanto organizações e o seu impacto na sociedade, em termos de sustentabilidade e resultados para os cidadãos, nem sempre traduzíveis em produtos e contabilidades de públicos, mas em resultados socialmente úteis. Todo este processo exige formação de equipas e intenso trabalho de parcerias a que se pode chegar através da implementação de sistemas de Gestão da Qualidade em que participam conscientemente todas as pessoas envolvidas. Em síntese, o que os museus precisam é de se pensar em termos de organização, de caminhar no sentido da Qualidade valorizando as pessoas e os processos de mudança. A implementação de Sistemas da Gestão da Qualidade em museus, devidamente assessorados e monitorizados é fundamental para o reconhecimento da importantíssima função que os museus poderão assumir na sociedade em prol do desenvolvimento e da inclusão. Isabel Victor Centro de Estudos de Sociomuseologia da Universidade Lusófona Página sobre a " Qualidade em museus "From: misabel.luna@gmail.com To: museum@ci.uc.pt Date: Sat, 6 Dec 2008 01:57:40 +0000 Subject: [Museum] Pinto Ribeiro diz que os museus precisam de gestores Pinto Ribeiro diz que os museus precisam de gestores
PÚBLICO - 05.12.2008, Alexandra Prado Coelho O Ministério da Cultura está aberto à discussão de todo o tipo de modelos de gestão dos museus nacionais - público, privado ou misto. "O importante é que haja uma gestão competente e rigorosa", disse ontem ao PÚBLICO o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro. "Muitas das pessoas que gerem museus fazem-no a partir de uma formação de conteúdos e não de gestão. Não aprenderam a gerir, mas isso é uma coisa que se aprende. É preciso qualificar as pessoas para gerir". Para isso, adiantou, o ministério estabeleceu um acordo com o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) e vai indicar oito pessoas que irão frequentar um curso de pós-graduação para gestão de equipamentos culturais e criativos. "Vamos formar gestores." O ministro reagia assim ao desafio lançado pelo director do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), Manuel Bairrão Oleiro, que, num texto na revista Museologias.pt, lançado ontem no Museu do Teatro, em Lisboa, pede "uma definição clara de qual o efectivo papel que o Estado pretende que os museus públicos desempenhem". Definição que, diz Bairrão Oleiro, citado pela Lusa, "terá que ser obrigatoriamente acompanhada das condições mínimas para que o possam cumprir". O director do IMC apresenta três modelos de gestão para os museus: a privatização total, mantendo-se as colecções como propriedade pública; a gestão totalmente pública; ou um apoio continuado do Estado mas com uma gestão de acordo com as regras privadas - hipótese que considera "mais interessante". Pinto Ribeiro defende que o Estado tem uma função de serviço público e deve "manter, desenvolver e criar" equipamentos culturais. Mas "com modelos económicos que permitam a sua sustentação". Conheça já o Windows Live Spaces, o site de relacionamentos do Messenger! Crie já o seu! |
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