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TURISVER
29/04/2009
Turismo de Portugal quer museus mais atraentes
para os turistas
O presidente do Turismo de Portugal pede aos museus nacionais que melhorem as
suas condições de acolhimento aos turistas, e afirma não compreender a polémica
à volta do novo Museu dos Coches, um dos vários projectos museológicos
financiados com verbas do Turismo. Discursando nas Jornadas Anuais da secção
portuguesa do ICOM, Conselho Internacional de Museus, que decorreram até ontem
na Fundação Gulbenkian, Luís Patrão defendeu um modelo mais atraente para os
museus nacionais, com melhores condições de acolhimento ao turista,
“propondo-lhe materiais escritos e de apresentação em vários idiomas, utilizando
os meios multimédia como factores de melhoramento da experiência de visitação,
apostando na qualidade dos bares e restaurantes de apoio e em lojas sofisticadas
e apelativas”. Mas não só: “precisamos de apostar, como está a acontecer em
todas as grandes cidades do mundo, em colocar a arquitectura ao serviço ao
serviço dos museus, investindo em novos edifícios de autor que, por si só,
justifiquem a atenção e a visita”. Um modelo que está a ser aplicado no futuro
Museu dos Coches, projecto do arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha,
Prémio Pritzker, financiado pelo Turismo de Portugal (TP). Sobre este museu,
Patrão afirma ser “incompreensível” a polémica que tem surgido sobre a sua
relocalização (da actual, no antigo picadeiro Real de Belém, para instalações na
Av. da Índia) no meio cultural português, em particular no museológico. O novo
museu “não só criará em Lisboa um novo marco e um novo pretexto para visitas
turísticas, como permitirá valorizar de forma relevante a colecção dos coches
que hoje só incompleta e imperfeitamente podem ser mostrados e visitados”,
afirma o presidente do TP, que sublinha que o actual espaço continuará afecto ao
museu. Luís Patrão frisou também que o novo museu dos coches está longe de
ser o único caso de investimento do Turismo na cultura em geral e nos museus em
particular, enumerando casos como a Casa dos Desenhos de Paula Rego (em
conclusão, em Cascais), o Museu Berardo, que no ano passado ultrapassou meio
milhão de visitas, o futuro MUD – Museu de Arte e Design, na Baixa de Lisboa, a
requalificação da Fortaleza de Sagres, e ainda o aproveitamento das
potencialidades turístico-culturais dos Mosteiros da Batalha e de Alcobaça e do
Convento de Cristo, os três Património Mundial. Junta-se ainda o apoio do
Turismo de Portugal aos principais museus portugueses para se dotarem de
dossiers de apresentação comercial, tendo em vista a captação de receitas
através da organização de eventos. Na sua intervenção na Gulbenkian, Luís
Patrão deixou ainda um desafio e uma proposta: “Inclua-se de forma mais evidente
no planeamento de actividades e na programação cultural dos Museus nacionais a
dimensão do respectivo aproveitamento turístico e o Turismo de Portugal saberá
encontrar forma de lhes dar consequência e apoio, seja à realização, seja ao
indispensável esforço promocional”. N.A.
http://www.turisver.com/article.php?id=42552
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