| Após muitos anos a residir fora de Portugal, quando regresso a Portugal e visito um museu, a primeira coisa que reparo é a habitual proibição de fotografar dentro dos museus. Salvo para as peças sensiveis a luz como pinturas (o que compreendo) não consigo perceber a interdição geral a fotografar dentro de museus, especialmente quando os grandes museus da Europa (tal como o British Museum e o Museu do Louvre) o permitem. A semana passada, aquando de mais uma inumera visita ao British Museum, estive a observar uma excursão de crianças de cerca de 10/12 anos em visita de estudo organisada pelo escola. Alguns desenhavam as peças e tiravam notas, outras fotografavam com máquinas fotograficas, outros com os telemóveis. E fiquei a pensar ... cada uma destas crianças vai levar consigo um "bocadinho" deste museum e vai ver este museu e este património como sendo "seu" e contribuirá para a sua sensibilização para o respeito e a preservação do património cultural no futuro, uma vez que verá o património como sendo "seu" e não como algo que pertence a outros e para o qual não tem a responsabilidade de respeitar ou preservar. Gostaria de saber qual é o fundamento para a proibição de fotografar dentro dos museus portugueses - algum membro desta lista me poderá explicar? Reparo agora que a proibição de fotografar se está a alargar ao interior de monumentos, tais como igrejas. Numa altura em vivemos numa fase de criação e partilha de conteúdos, especialmente na internet, parece-me que Portugal ruma no sentido inverso do mundo, e gostaria de comprender porquê! Melhores cumprimentos a todos. Rogerio |
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