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25 ANOS DE MODA & MODA Com um encontro de amigos, esta noite no Algarve, ?reino? donde é natural, celebra hoje a Dra. Marionela Gusmão os 25 anos da aventura que dá pelo nome de Moda & Moda, que, parecendo que não, muito tem a ver com património cultural e com museus. Na verdade, ao longo destes 100 números, Marionela Gusmão tem sabido dosear inteligentemente a moda com a pintura, a escultura, a joalharia, as artes em geral e a moda. A moda actual, da alta costura e dos desfiles, e a moda ao longo dos tempos como forma de homens e mulheres se apresentarem, em sociedade, na convivência ou no recato, apurando gostos, prestando à estética e à beleza o seu preito sempiterno. Assim, a colecção da revista Moda & Moda constitui já excelente repositório de textos e de imagens subordinado amiúde a temáticas específicas, fruto de aturada investigação. Veja-se, a título de mero exemplo, alguns dos assuntos que, nesse domínio, nos oferece este nº 100 (Verão 2009):
- «As aves na joalharia ? Em alto voo de - «Bordados: uma velha história de amor em todo o mundo» - «A manequim como musa personificando a moda», reportagem sobre a exposição, com o mesmo nome, no Metropolitan Museum of Art, de Nova Iorque)
- «Bain et le miroir ? Quando a vaidade faz história», mui elucidativa
reportagem sobre a extraordinária exposição patente, até 21 de Setembro, no
Musée de Cluny (Musée National du Moyen Age, em Paris) e no Musée National de
- Geórgia O?Keeffe ? Um talento americano» (exposição no museu desta
artista, - «Os czares e o Oriente», exposição, em Washington, dos tesouros da Turquia e do Irão no Museu Kremlin de Moscovo - «São Nuno de Santa Maria ? um herói e um santo». Escreve Marionela Gusmão, no editorial: «Há quem diga que o imenso mistério da vida está no som do vento que habita entre os pinheiros, mas o nosso jardim também tem muitas flores e está cheio de damas da noite, dálias, hortênsias, rosas e buganvílias. É por isso que quando nos disseram crise nós respondemos trabalho e que quando nos mostraram facilidade nós optámos pelo ardor ? o sossego das aves nos beirais dos telhados ou nos galhos das árvores nunca nos impediu de voar». E que nada continue a impedir um voo magnífico!
José
d'Encarnação |
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