A Escultura Pública é uma faceta fundamental da obra de Domingos Soares Branco (1925) e a principal razão do seu ofício de escultor. Nas seis décadas que leva de carreira artística, parte substancial do seu trabalho foi condicionado e determinado pela encomenda, destacando-se, naturalmente, as realizações que concebeu para espaços públicos.
Pelas suas grandes dimensões, por muitas peças se encontrarem nos locais para os quais foram concebidas, pela imensa dispersão geográfica, não é fácil o contacto com esta dimensão da obra do escultor. Nessa impossibilidade, a Câmara Municipal de Mafra propõe algo diferente: percorrer o processo criativo que vai de um simples esboço até à obra final, passando por estudos, pesquisas de comportamento volumétrico e material, maquetas, etc.
Como poucos escultores contemporâneos, Soares Branco cultivou criteriosamente os passos do processo criativo. Por isso, muitas vezes incluiu alterações entre as diferentes fases, algumas verdadeiramente surpreendentes. Entre a concepção inicial e o resultado final, as suas obras são sempre mais do que aparentam: possuem mensagens e lições, transmitem um espírito específico, são o resultado do diálogo entre o seu autor e o lugar a que se destinam.
Através de três núcleos expositivos - Ofícios, Fascínios e Memórias - esta exposição é uma viagem por alguns dos desafios e respostas da vasta obra do escultor, colocando, em paralelo, algumas das mais importantes peças do espólio da Oficina-Museu Soares Branco com as respectivas realizações finais.
Esta exposição pode ser visitada no seguinte horário:
3.ª a 6.ª feira: 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00;
Sábado: das 15h00 às 18h00.
Encerra à 2.ª feira, ao Domingo e aos Feriados.