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Têm passado, de
modo especial, na lista archport as discussões e informações acerca do
caso da transferência do Museu Nacional de Arqueologia para as instalações
outrora de uma cordoaria. Os interessados em saber mais poderão, pois, consultar
o arquivo http://ml.ci.uc.pt/mhonarchive/archport/
E que me seja permitido chamar a atenção para um dos pareceres técnicos -
dosmais recentes -, de que destaco a seguinte passagem:
[...]
Os nossos antepassados pretendiam fazer cordas duráveis e
faziam-nas ! Usavam a urina e o cloreto de sódio. A higrospicidade do
cloreto de sódio não deixava que as cordas ressequissem. Mas isto era quando se
faziam cordas na Cordoaria Nacional. Agora pretende-se instalar lá um museu, mas
os iões livres de cloro continuam a existir, quer trazidos pelos ventos, quer
por capilaridade a partir do solo e libertos pelo pavimento e paredes.
Principal inimigo dos metais, designadamente os ferrosos ou os bronzes são
os iões de cloro responsáveis pela cadeia cloreto cúprico, cloreto cuproso,
óxido cúprico, tudo potenciado pela humidade atmosférica, essencial a este tipo
de corrosão; é simplesmente devastador para os metais, mesmo os nobres, quando
em ligas pobres. É evidente que os nossos governantes não podem saber todas
estas coisas, para isso têm os assessores.
[...]
Assina:
F. E. Rodrigues Ferreira [rodriguesferreira@sapo.pt]
J. d'E.
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