A Liberdade.
Ora então toma o Caro Amigo José Picas do Vale a liberdade de questionar, talvez questionar-me, quando se concluirá este jogo de provocação e contra provocação, que, pela parte que lhe toca muito o incomoda, invocando todavia a voz de todos os subscritores desta lista, que, pelo que me parece, partilham na sua maioria o mesmo incómodo, o de não compreenderem a ideia que subjaz à urgência na desinstalação do MNA e do nebuloso projecto de um novo museu, da marinha, da viagem, da língua, do que for.
E eu iniciei aqui, respondendo ao seu repto, um debate ou troca de ideias sobre matéria de museologia e de denominação de património, com Pedro Manuel Cardoso, que o interrompeu no ponto crucial por ter que ir acudir à violência nas escolas, tendo cuidado de rasurar previamente metade da sua intervenção, que ficou felizmente registada em citações na minha resposta.
Mas breve foi a cirúrgica solução da violência, pois de imediato aqui logo se apresentava, para enunciar o que subjazia às formulações doutrinais que andava a debater.
Para vir então clarificar o seu intuito, pugnar pela ideia de um museu que não sabemos o que é. Mas continuo a insistir que temos o direito de saber, uma vez que é dado como justificação para a desinstalação do MNA e que vai com certeza de necessitar de recursos que escasseiam no actual panorama museológico da Nação.
E insisto, porque era o tema que estava em debate com Pedro Manuel Cardoso, que necessita, primeiro que tudo, de justificação ideológica. Seja, que ideia de museologia subjaz ao projecto, invisível, senão numa vaga enunciação retórica.
Ora, sendo assim, a provocação parece-me partir dos que pretendem edificar argumentos vagos para procedimentos reais e insistem em intervir aqui sobre o assunto sem explicar o que se passa.
Não estará de acordo comigo?
E eu, na ânsia de perceber o que me parece que ninguém ainda percebeu, vou apenas interpelando porque fiquei sem resposta, porque me interessa saber que coisa é essa que parece a reedição da Exposição do Mundo Português em permanência e sede de brilho, com uma aparente nova filosofia.
Será o Caro Amigo capaz de me dar essa resposta, ou prefere que me mandem calar?
A liberdade é sua, em exclusivo.
Não compreendeu ainda que os que transmitem recados a clamar pelo silêncio começam a maçar toda a gente?
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