Trocas e Baldrocas na Cultura23/12/2010 A 22 de Novembro os representantes de 39 museus com projectos seleccionados no âmbito do programa ProMuseus, foram a Coimbra para assinarem os protocolos com o IMC (Instituto dos Museus e da Conservação). Voltaram de mãos vazias, embora confortados com uma discursata do Secretário de Estado da Cultura, por erros imputáveis a essa instituição estatal. Foi-lhes garantido que até ao fim do ano a situação estaria resolvida. Esta semana mais uma pazada para aumentar a bagunça. O IMC envia uma carta aos museus que tinham sido convocados em vão a Coimbra, gastando tempo e dinheiro com as baralhadas dos outros, informando que haveria um corte de 30% nos valores com que o IMC se tinha comprometido. Alarme geral, protestos, indignações mais que justificadas. No dia seguinte o presidente do IMC, João Brigola, agarra-se ao telefone e garante que o corte tinha sido imposto pelas Finanças mas que ele garantia que o originalmente acordado se iria cumprir. Resta saber com que dinheiro. Se as Finanças impuseram um corte, o IMC dá esse corte como certo, por isso envia uma carta aos museus, como é que é dessa fogueira de enganos salta um homem providencial, limpando os tachos do sarro das baralhadas, em que ele é figura central? É digno de uma cena de ópera como, das brumas dessas balbúrdias , surge o Cavaleiro Ajax, arauto da bronca de Coimbra, que selou com a sua assinatura a bronca da carta a anunciar os cortes e entrementes sussurrava a diversos ouvidos e em várias arenas que se ia demitir por ser vitima dessas trocas e baldrocas e estar enfastiado por dar o peito às frexadas que se disparavam sobre o ministério, em geral, e o IMC, em particular Antes de dar esse passo fatal, bem poderia emitir um comunicado a esclarecer que, afinal, o representante da Rede de Museus no Conselho Nacional de Cultura, que o IMC acusou de má fé por avisar que o Ministério da Cultura estava, no caso vertente, a limitar os apoios aos museus que não tutela, a 250 mil euros, tinha toda a razão. Pior, tinha razão a dobrar se realmente os cortes forem mesmo feitos. João Brigola, se tivesse um mínimo de vergonha deixava-se de ameaças, demitia-se mesmo. Se não o fizer, o que andou a boquejar são balelas para se ir justificando e manter à tona de água. Na realidade, balelas é o que são cada vez mais as políticas de um ministério sitiado por um orçamento de miséria, cada vez mais retalhado e que se esfarrapa em justificativas cada vez mais sem sentido. |
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