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Os habitares do Barrocal algarvio encontram-se dispersos
pelos campos agrícolas do Baixo Algarve formando uma rede de vizinhanças nos
arredores de centros urbanos, onde abundavam as hortas, pomares de citrinos e
de sequeiro. Os modelos construtivos do século XV foram influenciados
pelas arquitecturas da cidade, onde vivia a aristocracia de proprietários
rurais que durante os séculos seguintes manteriam relações com as comunidades
agrárias. Mais tarde importa os telhados de tesouro, a chaminé rendilhada, a platibanda
e adquire as funções de quinta de veraneio. João Vieira Caldas, arquitecto (ESBAL, 1977), Mestre em História de Arte
(FCSH-UNL, 1988) e Doutorado em Arquitectura (IST-UTL, 2007), tem dividido a
sua actividade profissional entre a prática da arquitectura, o ensino, a
investigação e a crítica. Actualmente é professor das cadeiras do grupo de
História e de Teoria de Arquitectura no Instituto Superior Técnico, em Lisboa,
e investigador do ICIST. O património construído e a história da arquitectura doméstica
(urbana ou rural, erudita e vernácula), têm sido os seus domínios de
investigação preferenciais e aqueles em que, predominantemente, tem publicado
artigos e livros, comissariado exposições e orientado teses de mestrado e de
doutoramento. De entre os seus trabalhos destacam-se a tese de mestrado A Casa Rural dos Arredores de Lisboa no Século XVIII,
editada pelas FAUP publicações em 1999, e a tese de doutoramento com o título A Arquitectura Rural do Antigo Regime no Algarve. Passeio integrado nas
actividades de dinamização da exposição “Cidade e Mundos Rurais. Tavira e as
sociedades agrárias”, exposição
sobre as transformações do território, a evolução das sociedades agrárias do
barrocal e da serra, das suas relações com a cidade de Tavira, patente no Museu
Municipal de Tavira até 18 de Junho de 2011. Exposição integrada no projecto
expositivo “Do Reino à Região”da RMA – Rede de Museus do Algarve. Notas Por motivos alheios ao município, teve a actividade de ser
adiada de dia 27 de Fevereiro para o dia 6 de Março, como inicialmente
prevista. Inscrição gratuita e obrigatória. N.º máximo de participantes: 25 Autarquia de Tavira disponibiliza autocarro para os 18
primeiros inscritos. Para a realização da actividade aconselha-se o uso de
roupa e calçado confortável e cada participante deverá levar merenda, água e
protecção para a chuva. A organização reserva-se o direito de anular a realização
da actividade caso se verifiquem condições climatéricas adversas.
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