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Exposição no Museu da Imprensa Livros proibidos evocam o ‘25 de Abril’ O A mostra apresenta, além
dos livros, vários autos de apreensão feitos em Portugal continental e nas
diferentes ex-colónias, como Timor, Moçambique e Angola. O anúncio da morte do
escritor Alves Redol n’O Primeiro de Janeiro, um texto de José Saramago
no Jornal do Fundão, a entrevista a Aquilino Ribeiro no Um dos documentos
patentes na exposição mostra que em 1965 foram apreendidos em Angola, na
Livraria Lello, vários exemplares do livro “Gabriela Cravo e
Canela”, de Jorge Amado, cuja telenovela haveria de “parar” o
país após o ’25 de Abril’. Tudo o que se referisse a sexualidade,
revolução, sindicalismo, liberdade, feminismo, estava sob a alçada repressiva
da Comissão de Censura. A exposição pretende
mostrar ao público em geral, a máquina destruidora do pensamento e da
literatura que vigorou em Portugal durante a “ditadura de Salazar e Mais do que documentar os
anos em que vigorou a Censura, esta exposição visa chamar a atenção para a
importância da liberdade, reconquistada no 25 de Abril de 1974. A mostra ficará patente
até 31 de Maio, na Galeria de Exposições Temporárias do museu, instalado na
cidade do Porto, a montante da Ponte do Freixo e a cinco minutos da Estação
CP/Metro de Campanhã. Pode ser visitada todos os dias, entre as 15h e as 20h. |
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