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[Museum] Livros proibidos evocam o '25 de Abril' - no Museu da Imprensa

To :   "museum" <museum@ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] Livros proibidos evocam o '25 de Abril' - no Museu da Imprensa
From :   José d'Encarnação <jde@fl.uc.pt>
Date :   Thu, 21 Apr 2011 12:50:12 +0100

Exposição no Museu da Imprensa

 

Livros proibidos

evocam o ‘25 de Abril’

 

O Museu Nacional de Imprensa abre, esta tarde (15 h.), uma exposição com mais de 200 ‘Livros Proibidos na Ditadura’, para assinalar o “25 de Abril “ de 1974.

A mostra apresenta, além dos livros, vários autos de apreensão feitos em Portugal continental e nas diferentes ex-colónias, como Timor, Moçambique e Angola.

 

Mário Soares, Manuel Alegre, António José Saraiva, José Cardoso Pires, Raul Rego, Jorge de Sena, Egas Moniz, José Afonso, Ary dos Santos, Jorge Amado, Fidel Castro, Marx, Lenine e Darwin são só alguns dos autores cujos livros foram apreendidos e estão patentes na mostra.

O anúncio da morte do escritor Alves Redol n’O Primeiro de Janeiro, um texto de José Saramago no Jornal do Fundão, a entrevista a Aquilino Ribeiro no Jornal de Notícias, foram alguns dos artigos cortados na época e que também podem ser vistos agora.

Um dos documentos patentes na exposição mostra que em 1965 foram apreendidos em Angola, na Livraria Lello, vários exemplares do livro “Gabriela Cravo e Canela”, de Jorge Amado, cuja telenovela haveria de “parar” o país após o ’25 de Abril’. Tudo o que se referisse a sexualidade, revolução, sindicalismo, liberdade, feminismo, estava sob a alçada repressiva da Comissão de Censura.

 

A exposição pretende mostrar ao público em geral, a máquina destruidora do pensamento e da literatura que vigorou em Portugal durante a “ditadura de Salazar e Marcelo Caetano”.

Mais do que documentar os anos em que vigorou a Censura, esta exposição visa chamar a atenção para a importância da liberdade, reconquistada no 25 de Abril de 1974.

 

A mostra ficará patente até 31 de Maio, na Galeria de Exposições Temporárias do museu, instalado na cidade do Porto, a montante da Ponte do Freixo e a cinco minutos da Estação CP/Metro de Campanhã. Pode ser visitada todos os dias, entre as 15h e as 20h.

 


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