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[Museum] EXPOSIÇÃO AMATO LUSITANO-O CORPO NO CORAÇÃO

To :   histport <histport@ml.ci.uc.pt>, museum lista <museum@ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] EXPOSIÇÃO AMATO LUSITANO-O CORPO NO CORAÇÃO
From :   pedro salvado <pedro-salvado@hotmail.com>
Date :   Fri, 18 Nov 2011 09:20:00 +0000

 

http://juventude.gov.pt/eventos/educacaoformacao/paginas/exposicaodocumentalcorpodocoracaohorizontesdeamatolusitano.aspx



EXPOSIÇÃO AMATO LUSITANO: O CORPO NO CORAÇÃO

Encontra-se patente ao público no Instituto português da Juventude de Castelo Branco, até 28 de Outubro, a exposição “ O corpo do coração. Horizontes de Amato Lusitano”, organizada pela Câmara Municipal de Castelo Branco e pela Cultura Vibra. Apoiou este itinerância a Direcção Regional do Centro do IPJ, na pessoa do seu Delegado Miguel Nascimento, e o "Centro Unesco Educação para todos” da cidade.

Este projecto expositivo apresenta duas estratigrafias imagéticas diferenciadas que se estabelecem a partir da figura de João Rodrigues de Castelo Branco (1511-1568), o albicastrense médico, judeu errante, mais conhecido por Amato Lusitano na Europa de Quinhentos. Apuram-se algumas das peças visuais - da gravura do seu rosto datada de 1650 contida na “Historia Plantarum Universalis” até às produções iconográficas contemporâneas - que conduziram à construção iconográfica estabilizada, em 1956, na estátua de bronze, obra do escultor Martins Correia. O monumento comemorativo, situado no centro da cidade de Castelo Branco, inverteu na comunidade a deslembrança do colectivo, assumindo-se como uma corporificação do “regresso” e presença na paisagem  urbana, da  excepcional sumidade da cultura europeia. A estátua amatiana possui uma biografia peculiar que é hoje reconstruída e apropriada através de diálogos sustentados em múltiplos suportes, situações gráficas e enunciações toponímicas que se referenciam.

A outra estratigrafia exposta resultou de um desafio colocado a um notável conjunto de fotógrafos (Carlos Matos, Diamantino Gonçalves, Eduardo Margareto, José J. Pio, José Tomás, Paulo Vinhas e Pedro Martins) para que interpretassem a densidade cultural da personalidade. São criações que podem remeter para o espaço público contemporâneo da cidade, para o modelado histórico primevo, para o jogo dos tempos, revelando uma rede de metáforas e de horizontes intrincados mais palpáveis ou mais etéreos. Os artistas cartografaram outras geografias e escalas reconstituindo epidermes do espaço vivido, do corpo e da alma amatianas. Estamos perante um inventario de partidas, de ausências, de incertezas, de saudades.

Relacionados com Amato, os discursos fotográficos assumem-se como penitências do sentir, como catarses individuais desenhadas com luz que constroem “outras memórias” que anulam o esquecimento do grande judeu albicastrense que, errante, retorna à sua pequena primeira Pátria, agora através da História das suas imagens.

 

Pedro Salvado

 Membro da Comissão da Câmara Municipal de Castelo Branco das comemorações do V Centenário do nascimento de Amato Lusitano


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