O arqueólogo, presidente do Campo Arqueológico de Mértola e galardoado com o prémio pessoa, em 1991, Cláudio Torres, está preocupado com “a possibilidade do Museu Regional de Beja poder vir a encerrar”.
Cláudio Torres falou sobre aquela possibilidade no decorrer do colóquio: “Beja – imagens da cidade antiga”, que se realizou na capital de distrito, na passada semana, dizendo que se deve “juntar as forças de todos os bejenses”, no sentido de evitar que tal aconteça.
Cláudio Torres fez estas afirmações tendo em atenção, o facto de na última reunião da Assembleia Distrital de Beja, a autarquia bejense ter votado contra o Orçamento para 2012, dizendo que não pode “assegurar as transferências de verbas referentes ao corrente ano”, que prevê a manutenção do Museu Regional e o pagamento dos salários aos trabalhadores.
Para o conhecido arqueólogo, “os bejenses têm de decidir se querem continuar, ou não, com as portas abertas de um dos museus mais importantes do País”. Apelou ainda, “à luta pela sua manutenção” e defendeu que deve ser “encontrada uma solução do ponto de vista jurídico e financeiro, para os problemas que o mesmo enfrenta”.
Cláudio Torres explicou, igualmente, que “o Museu Regional de Beja não é um Museu qualquer”, dizendo que estamos a falar de “um dos mais importantes do País, em termos arquitectónicos e pelo espólio que apresenta”.
Depois da Câmara de Beja ter admitido, na última reunião da Assembleia Distrital, que não pode assegurar as transferências de verbas referentes ao Orçamento para 2012, a situação do Museu Regional pode vir a conhecer dias difíceis, tendo em atenção que cabe a este Município a maior fatia dos montantes que asseguram o funcionamento daquela estrutura.