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Reenevia-se comunciado anterior, corrigindo lapsos de escrita entretanto detectados.
INFORMAÇÃO DE
IMPRENSA Comissão Nacional do ICOM
cria bolsas de estudo para fomentar internacionalização e defende Rede
Portuguesa de Museus Durante as Xª Jornadas da
Comissão Nacional Portuguesa do ICOM que decorreram ontem no Museu Nacional
Soares dos Reis, no Porto, foi anunciada a criação da bolsas de estudo visando
fomentar a participação de profissionais de museus em encontros internacionais
de museologia e ciências afins. As candidaturas para 2012 podem ser apresentadas
até 20 de Maio, sendo apreciadas por júri composto pelo Presidente da Comissão,
Luís Raposo, e pelas museólogas Raquel Henriques da Silva e Clara Camacho.
Na sessão de abertura das
Jornadas esteve presente, em representação do Secretário de Estado da Cultura, o
indigitado Director-Geral do Património Cultural, Elísio Summavielle, que
prestou algumas informações acerca da nova orgânica da tutela desta área, a qual
deverá começar a funcionar em Maio. Tendo como referência o
tema geral do Dia Internacional dos Museus deste ano (?Museus num Mundo
À luz das reflexões gerais
apontadas foi especialmente focada a situação concreta dos museus portugueses,
na conjuntura da crise financeira, económica e social que o País atravessa e da
anunciada alteração dos modelos orgânicos do Estado central neste área. Entre
todas as apreciações realizadas salienta-se a avaliação positiva do percurso
realizado nas duas últimas décadas, patente na Lei-Quadro dos Museus Portugueses
(lei de direito reforçado, aprovada por unanimidade na Assembleia da República),
que importa respeitar e fazer cumprir em toda a plenitude, e na construção da
Rede Portuguesa de Museus (RPM), estrutura autónoma do aparelho de Estado,
considerada como um agente fundamental da ?revolução tranquila? operada no
sector. Neste contexto, foi especialmente criticada a eventual subordinação
hierárquica e fragmentação geográfica das competências de certificação, formação
profissional e fomento das boas práticas museológicas, asseguradas pela RPM.
Teme-se que um tal desenvolvimento conduza ao enfraquecimento das políticas
nacionais, transparentes e suportadas em fundamentos técnicos sólidos, abrindo
espaço a recuos de décadas para tempos em que o apoio financeiro do Estado ao
ímpeto da criação de museus revestia grande opacidade, sendo frequentemente
refém de voluntarismos e caudilhismos incompatíveis com a boa gestão dos
recursos públicos e impróprios da construção de um País democrático e plenamente
europeu, como se pretende constituir projecto de agregação
nacional. A Direcção do ICOM
Portugal, em 28 de Março de
2012. |
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