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De:
francisco jose paixao [mailto:fjagp@hotmail.com] Assembleia Municipal/Beja: Grupos
políticos preocupados com a situação do Museu... Grupos políticos da Assembleia
Municipal “preocupados” com a situação do Museu Rainha Dona Leonor lembram que
“as verbas aprovadas em Orçamento e Plano de Actividades do Município de Beja
para 2012 não correspondem aos 4700 euros que a autarquia bejense diz agora
poder transferir para a Assembleia Distrital”. Pouco mais de 4700 euros, mensais,
é a verba que o Município de Beja quer transferir em 2012 para a Assembleia
Distrital, justificando a sua decisão com base nas dificuldades de tesouraria
da autarquia, decorrentes da dívida herdada, dos cortes das transferências do
Estado e da Lei dos Compromissos Financeiros. Mas este valor não corresponde ao
aprovado, em Orçamento e Plano de Actividades para 2012, na medida em que
naqueles documentos estava inscrita uma diminuição, nas verbas a transferir
para a Assembleia Distrital, até 25 por cento, tendo como base o montante de
2011, o que significaria passar de 16, para 11 mil euros, mensais. A decisão tomada, e aprovada na
reunião de Câmara da passada quarta-feira, apenas pelo PS, tem sido alvo de
críticas, por parte dos funcionários do Museu Regional de Beja e presidente da
Assembleia Distrital, dizendo que “a autarquia bejense será a única responsável
se este monumento da cidade vier a encerrar as suas portas”. Neste contexto, a Voz da Planície
quis conhecer as posições dos grupos políticos da Assembleia Municipal de Beja
sobre esta matéria. Paulo Arsénio, do PS, disse que “a Assembleia Municipal vota
e aprova o Orçamento, não sendo depois responsável pela sua execução.
Concordámos com o que estava inscrito, mas a Assembleia Municipal não pode
alterar o Orçamento e deve empenhar-se na concretização do mesmo”. Acrescentou
que “na reunião ordinária a realizar no final deste mês, os grupos políticos
podem levantar esta questão e o Município justificar o não cumprimento do
inscrito em Orçamento”. João Paulo Ramôa, do PSD, começou por referir que “o Orçamento
de 2012 não é exequível” e que o disse “na altura da sua aprovação”. Mas frisou
também que “em Fevereiro passado” frisou, igualmente, que “poderia ser cumprido
tendo em atenção três coisas: inteligência, bom senso e equilíbrio” e que
“aquilo que se está a passar em relação ao Museu nada tem a ver com o
Orçamento”. Na sua opinião “há coisas fundamentais e outras não”, recordando
que “quando foi aprovado o Orçamento ficou estabelecido que o Museu e
Conservatório não poderiam ser abandonados, nem colocar-se em causa o seu funcionamento.
Se agora a autarquia não está a transferir as verbas mínimas para que o Museu
possa funcionar isso é péssimo e lamentável e a Câmara deveria recuar na sua
posição”. Rodeia Machado, da CDU, recordou que “o compromisso assumido
foi o de reduzir as verbas a transferir para a Assembleia Distrital em apenas
25 por cento” e que “essa redução é compreensível no quadro económico em que se
vive, passando de 16 para 11 mil euros mensais” e que “estes valores nada têm a
ver com os 4700 agora divulgados”. Prosseguiu considerando “criticável do ponto
de vista político, o presidente da Câmara comprometer-se com uma coisa e
praticar outra” e dizendo que “só há uma coisa a fazer que é cumprir com o
acordado com os grupos políticos da Assembleia Municipal”. José Pedro
Oliveira, do BE,
afirmou que “não se entende esta posição tomada pela Câmara, na medida em que
por um lado diz defender o Museu e por outro condena-o à morte”. Terminou
frisando que “esta atitude não revela bom senso, na medida em que perspectiva a
assinatura da sentença de morte ao Museu Rainha Dona Leonor”. Ana Elias de Freitas, in
Radio Voz da Planície |
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