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A Fundação Oriente, ao apoiar o Congresso da Europa Nostra,
organizado em Portugal pelo Centro Nacional de Cultura, tem o prazer de
convidar para a seguinte conferência proferida nesse âmbito. 31 de Maio de 2012,
14h30 CONFERÊNCIA Wessel de Jonge Museu do Oriente (Auditório) Entrada livre mediante capacidade da
sala. A sessão terá lugar em inglês e não
haverá tradução. Responsável pelo restauro e adaptação para
reutilização da fábrica de design Van Nelle Design Factory em Roterdão,
vencedora de um Grande Prémio União Europeia do Património Cultural/Europa
Nostra 2008 CONTINUIDADE E MUDANÇA Salvaguarda e readaptação
da herança do Movimento Moderno na Arquitectura Wessel de Jonge irá
analisar, de uma perspectiva geral, a questão da salvaguarda e reutilização da
herança do Movimento Moderno na Arquitectura, sublinhando algumas das
especificidades que distinguem a salvaguarda da arquitectura moderna da prática
geral da salvaguarda do património. Apresentará, entre outras coisas, os seus
projectos para a Oficina de Design Van Nelle em Amesterdão (1928-31) e para o
antigo Sanatório Zonnerstraat em Hilversum (1928), ambos incluidos na Lista
Provisória de Nomeações a Património Mundial proposta no ano passado pelo
governo holandês. O Pavilhão Holandês da
Bienal de Veneza, desenhado em 1953 pelo arquitecto Gerrit Rietveld,
pertencente ao denominado movimento “De Stijl”, foi restaurado por
Wessel de Jonge em 1995. Ressaltando a importância vital de integrar a
arquitectura do século XX numa continuidade histórica, mostrará de que modos os
arquitectos desses três edifícios representam filosofias muito diferentes da
arquitectura moderna, que respondem aos grandes desafios sociais e culturais do
século XX. A sua comunicação analisará ainda o recente restauro da Villa
Tugendhat em Brno, na República Checa (Lista do Património Mundial de 2006), de
cujo comité consultivo internacional THICOM Wessel de Jonge foi membro. Na segunda parte, será
apresentada a actual política holandesa de adaptação e reutilização de edifícios
de valor histórico arquitectónico. A presente crise económica leva a que a
indústria da construção tenha um maior interesse em investir em edifícios já
existentes do que em edifícios novos, o que pode proporcionar novas
oportunidades ao nosso património. A sustentabilidade e a viabilidade
económicas tornam-se cada vez mais importantes quando se trata da salvaguarda
do nosso património recente, incluindo o do período pós-guerra. A relevância
atribuída ao aspecto experimental e o gosto por uma estética minimalista que
utilizava tecnologias recentes está na origem de muitas das limitações técnicas
da arquitectura moderna. Dar a esses edifícios uma nova oportunidade de vida
exige uma visão arquitectónica inovadora e livre que a obra de Wessel de Jonge exemplifica.
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