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Nos últimos dias, 18 e 19 de maio, o Museu Municipal foi
local privilegiado de visita, e até estadia, na Póvoa de Varzim.
Por lá passaram, no sábado à noite, mais de 300 pessoas
interessadas em participar na atividade proposta pela organização para comemorar
a Noite dos Museus: os visitantes puderam conversar com os “fantasmas”
do Museu... Numa visita convencional, surgindo de surpresa, um guerreiro
castrejo da Cividade de Terroso; um soldado romano (séc. I d.C.); uma família
de nobres do Séc. XVII: Capitão António Cardia (foi
o piloto-mor da armada que expulsou os holandeses da cidade de Baía (Brasil),
armada que saiu de Lisboa em 22 de Novembro de 1624), sua filha Mónica Cardia
de Macedo e neta Maria (de que se conta que, no séc. XVIII, uma noite saiu do
seu túmulo para rezar na Igreja); uma burguesa de finais do séc. XIX; uma
pescadeira (contadora de histórias) e um pescador do séc. XX substituíram-se
ao guia e comentaram elas próprias o seu passado, a sua história, os motivos
porque “estão” hoje num Museu. Foi com enorme satisfação que o
público dialogou com estas personagens recriadas.
Intitulada “Museu Vivo”, esta atividade teve
ainda a participação de um grupo de perto de 40 escuteiros que para além da
visita e conversa com os figurantes, pernoitaram no Museu, terminando a noite
a reconfortar os estômagos com uma ceia oferecida pelo Grupo de Amigos do
Museu, bem como o pequeno-almoço na manhã seguinte.
Na sexta-feira, 18, Dia dos Museus, também decorreu a
iniciativa “Museu Vivo”, durante a tarde, e à noite teve lugar o
Curso Livre de Arte e Arqueologia (da
Europa à Póvoa de Varzim) “Porquê - e para quê - conhecer o Património
Artístico e Arqueológico”, por Deolinda Carneiro, Diretora do Museu
Municipal, e José Flores, Arqueólogo Municipal.
Da mesma forma que, noutros “Dias” e “Noites”,
subimos ao alto do Monte da Cividade de Terroso onde, com um potente
telescópio, se viram os anéis de Saturno e as crateras da Lua, enquanto se
procuravam as gravuras rupestres em calçadas e penedos do povoado;
contaram-se histórias de “corredores” e fantasmas, bruxas e
coisas ruins, num cenário de uma antiga casa poveira; participamos em
animadas feiras castrejas; tivemos jovens músicos a tocar pelas salas do
Museu; ou “Viajamos no Tempo”, assistindo a uma passagem de modelos com figurantes
envergando trajes usados desde a Idade do Ferro ao século XX; neste ano
iremos “reviver a História”.
Estas datas permitem que o Museu se abra a novas ideias e
experiências, a momentos menos formais interventivos e originais. As suas
portas franqueiem-se tanto aos que nunca entraram num Museu, como aos “Amigos”
que participam e colaboram em todos os eventos e atividades.
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