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[Museum] The appearance of traditional mortar cementitious products fell into disuse and was a loss of knowledge production and application

To :   museum <museum@ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] The appearance of traditional mortar cementitious products fell into disuse and was a loss of knowledge production and application
From :   António Correia <avantecomuna@iol.pt>
Date :   Thu, 26 Jul 2012 00:24:37 +0100

Três estudantes do Departamento de Engenharia Civil (DEC) da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveram uma gama de argamassas que nada tem a ver com a imagem da argamassa misturada a olho junto à obra, entre sacos de cimento, pazadas de areia e baldes de água.

“As argamassas do tipo tradicional antigas são argamassas duráveis. Temos em Portugal argamassas com mais de dois mil anos ainda em boas condições de funcionamento mas, quando sujeitas a condições ambientais mais adversas, podem apresentar deficiências como é o caso da resistência à acção de humidade e à acção de sais o que poderá traduzir em alterações e degradações”, explica ao Ciência Hoje Diogo Pires que, juntamente com os colegas Luís Mariz e David Monteiro, aperfeiçoaram uma gama de argamassas a pensar no passado.

Segundo o investigador, neste momento muitas empresas de reabilitação ou conservação e restauro utilizam argamassas com ligante aéreo do tipo tradicional, devido à compatibilidade mecânica que estas têm com os materiais originais. Mas quando são produzidas em obra podem ocorrer variabilidades na manufatura e normalmente não são determinadas as características das argamassas produzidas.
 
Assim, a nova gama de argamassas desenvolvida baseia-se nas antigas mas com as características melhoradas através do controlo das matérias-primas bem como a introdução de adições, inovadoras, que permitem resolver as deficiências que as argamassas tradicionais.

"As novas argamassas são de fácil aplicação, pois só será necessário a adição de uma dada quantidade de água para a sua utilização. São ainda muito estáveis e apresentam características óptimas para a aplicação em reabilitação ou conservação e restauro de imóveis. Podem ainda ser personalizadas”, explica  Diogo Pires.

A ideia dos estudantes da UA surgiu quando verificaram a necessidade de haver argamassas que fossem adequadas a edifício antigos, algo que "não existe no contexto nacional”.

“Porque com o surgimento dos produtos cimentícios as argamassas tradicionais caíram em desuso e ocorreu uma perda do conhecimento da produção e da aplicação”, sublinham.

A argamassa 'amiga' do passado já foi utilizada pela Câmara Municipal de Ovar na reabilitação de nove edifícios antigos revestidos com azulejos históricos. Brevemente, os investigadores esperam poder produzir em maiores quantidades para atender a mais pedidos.

“Neste momento as argamassas base estão desenvolvidas, pelo que podem ser produzidas e comercializadas de imediato, mas em pequena escala (2 toneladas por semana). Num futuro próximo, estão a decorrer negociações com investidores para a montagem de uma linha de produção, será previsível um aumento do volume de produção”, avança Diogo Pires.
 
Saúde e fraternidade,
António Correia
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