Em 2013, dos 190,2 milhões de euros previstos para a Cultura a «Direção Geral do Património Cultural» terá 39,4 milhões para as despesas com museus, conservação, gestão do património arquitetónico e arqueológico. Apetece colocar em debate a seguinte questão: - Em nome de que futuro, ou de que razoabilidade, um País gasta mais com deputados do que com toda a sua Cultura? Não chegavam 50 milhões de euros para fazer funcionar a Assembleia da República em vez dos 200 milhões previstos para 2013? Por exemplo a Austrália, com mais população, mais território, e mais PIB, consegue fazer essa gestão da Representatividade Democrática com metade dos deputados. Certamente que a questão não será do número de deputados, mas do que gastam. Pois, menos a gastar o mesmo seria ainda pior. Mas se desses «200 milhões em deputados» sobrassem 100 milhões para a Cultura… Portugal não seria um País melhor hoje e no futuro? Pedro Manuel-Cardoso |
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