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[Museum] Conferência «O Códice de la Cruz - Badiano e o nascimento da nova medicina mexicana»

To :   "museum" <museum@ci.uc.pt>, "histport" <histport@ml.ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] Conferência «O Códice de la Cruz - Badiano e o nascimento da nova medicina mexicana»
From :   José d'Encarnação <jde@fl.uc.pt>
Date :   Fri, 18 Jan 2013 10:21:59 -0000

A Embaixada do México e o Museu da Farmácia

 

têm o prazer de convidar V. Exa. a assistir á  Conferência

 

“O Códice de la Cruz – Badiano e o nascimento da nova medicina Mexicana”

 

Com o Prof. Dr. Carlos Viesca

 

O maior especialista do Códice, o Primeiro Livro de Medicina escrito no Novo Mundo em 1552.

Chefe do Departamento de Historia e Filosofia de Medicina da Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM).

 

22 de Janeiro de 2013 – 18:30 hrs.

 

 

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Auditório

Museu da Farmácia

Rua Marechal Saldanha, 1 – 1249-069 Lisboa

 

 

 

O Libellus de medicinalibus indorum herbis, o titulo do manuscrito –mas conhecido como Códice de la Cruz – Badiano, foi descrito como um herbanário, mais de que um receituário que continha os segredos maravilhosos da medicina mexica (azteca). Na realidade é muito mais que isso. Alguns textos têm o nome da doença cujo tratamento também contêm algumas precisões clínicas, que permitem conhecer quais eram os sintomas que chamavam particularmente a atenção a estes médicos.

Podem-se ler entre linhas como estão representados alguns Deuses Pré-hispânicos como Tláloc, Quetzalcóatl – Ehécatl, Deus da Chuva e do Vento. A estrutura do texto é dividida em treze capítulos, recorda a divisão do Universo mesoamericano em treze pisos e termina com os problemas relacionados com o parto e com os sinais da proximidade da morte,  que encerra o ciclo da existência.

Os remédios que apresenta, cerca de duzentas plantas, meia centena de produtos de origem animal e alguns  minerais, constituem uma amostra de como era o receituário de um médico do altiplano mexicano no século XVI. Os seus usos mostram uma racionalidade bem estruturada, de acordo com os conceitos que os médicos indígenas tinham da doença, que consistia num desequilíbrio pelo aumento ou diminuição do frio e do calor no corpo ou em algumas das suas partes. Os tratamentos, alguns com contra-indicações, outros provocando reacções no corpo, pois o tratamento seria semelhante à própria doença, são bem fundamentados e expressam um conhecimento amplo dos recursos de que dispunham. Também se observam elementos provenientes da medicina europeia recém - trazida pelos espanhóis.

 

 

Contacto Museu da Farmácia:

museudafarmacia@anf.pt

Tel. 21 34 00 680

 

 

 


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