Lista museum

Mensagem

[Museum] exposição pedro proença

To :   "museum" <museum@ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] exposição pedro proença
From :   José d'Encarnação <jde@fl.uc.pt>
Date :   Thu, 4 Apr 2013 17:50:01 +0100

É mesmo isso

 

na sala do Veado, na Escola Politécnica, no portão direito do jardim do botânico (por onde não se entra para o jardim), e depois subir a escadaria à esquerda

 

dia 5, Sexta-Feira, a partir das 22 —

 

peças enormes e um texto interminável

 

um banho para lavar, limpar, curar — um banho de desenhos e outras coisas , com vontade de veranear, de espreguiçar, de tagarelar

 

O press-release é este

Depois do annus horribilis de 2012, em que o artista foi atingido por inúmeras calamidades (que, embora pese a curiosidade inerente do cusco público, aqui não inumeraremos), Pedro Proença volta à carga com mais uma exposição, uma espécie de regresso dos infernos, uma lavagem, uma homenagem aos deuses que curam (seja de que males forem), Esculápio, Higeia, mas também a outros que para aqui são chamados, traduzidos, retocados, como se fossem interpolações em textos supostamente originais, atarantadas paráfrases, etc., etc.

A Sala do Veado, lembra pois Acteon, o pobre caçador surpreendendo Diana (cá para nós) no banho e transformado em caçável e devorável veado. Banhos há muitos na história das artes (e em particular da pintura) — desde o belo ciclo de Ticiano, à morte de Marat de David, às banhistas de Ingres e Cézanne. As referências estão dissimuladas, excepto em Higeia, que surge num desenho de 10 metros, entre paródias-homenagens a Duchamp.

A exposição constitui-se em três partes…

1) Os metamanifestos homeostéticos, em fotocopiada acção comemorativa dos 30 anos do Movimento Homeostético (defunto, ressuscitado, zombie), onde manifestos da "época" são retrabalhados, paginados, remontados, segundo tipografia "original". Trabalho essencialmente "político", no sentido em que há uma reencenação das crises e das pseudo-identidades, onde a memória se confunde com a re-actualização. Palimpsesto delirante, também, e pseudo auto-crítica.

2) Um conjunto de grandes desenhos a que o artista nos habituou desde o final dos anos 80, mas que não têm sido vistos há bastante tempo. Enunciados algo alegóricos, que misturam temas mitológicos com "histórias naturais", referências marotas. Coisas que aludem a uma esfuziante actividade literária da qual são inseparáveis, mas que nem por sombras a ilustra.

3) Peças "infraístas" ("Troy it again" - "vie sécrete" 1 e 2) — mais ou menos abstractas. O infraísmo, incorpora temas que na tradição do abstraccionismo antigo (suprematismos e afins), e da arte conceptual,  mas fazendo-o à luz dos diagramas tantricos, de uma re-sexualização da abstracção, e uma teatralização da mesma (se há ironia é como dissimulação de uma seriedade). Obras não menos autobiográficas que as restantes, jogando com o ilusionismo pictural num desejo de encarnar a intensidade da vibração cromática.







Não foram detectados vírus nesta mensagem.
Verificado por AVG - www.avg.com
Versão: 2013.0.2904 / Base de dados de Vírus: 2641/6220 - Data de Lançamento: 04/02/13


Mensagem anterior por data: [Museum] Peça de Teatro "Karingana Blues" Próxima mensagem por data: [Museum] NEWSLETTER N.º 40 | ABR. 2013 | Museu de Etnomúsica da Bairrada - Troviscal
Mensagem anterior por assunto: [Museum] Exposição PEDRA FORMOSA Próxima mensagem por assunto: [Museum] Exposição Pele sobre Pele | 25 de Fevereiro | 15h | Museu Nacional do Traje