Com a
devia vénia, faço-me eco de uma campanha que estamos a empreender junto da Sra.
Provedora do Ouvinte da RDP, a fim de que este nosso património imaterial seja servido em horário susceptível de ser
ouvido por mais gente – independentemente, claro, de sabermos que está
acessível através da Internet. – J. d’E.
De:
Álvaro José Ferreira [mailto:ajferreira74@gmail.com]
Enviada em: segunda-feira, 19 de
Agosto de 2013 13:36
Cara(o) concidadã(o),
«As nossas coisas, a nossa gente… e o melhor da
música de Portugal!» (Rafael Correia)
Se este lema lhe diz alguma coisa, não deixe de se associar
à nossa luta em prol do "Lugar ao Sul" (contactos abaixo).
Ajude a defender o melhor programa de rádio que alguma
vez se fez em Portugal tendo como matéria-prima a cultura tradicional
portuguesa. Portuguesa de âmbito nacional – digo bem – e não apenas
algarvia e alentejana pois Rafael Correia fez muitas gravações a norte do Tejo
e também nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. Em suma, um "Lugar ao
Sul" do rio Minho.
Possibilitar a audição
do programa "Lugar ao Sul" por um público tão vasto quanto possível é
também uma forma de preservar e promover o nosso património cultural imaterial.
Porque ninguém ama e estima o que desconhece!
Não precisa de escrever uma missiva muito elaborada (se
quiser, tanto melhor). A simples formulação
«Também eu quero o
programa "Lugar ao Sul" num horário decente! E com as edições
originais!» já
será um bom contributo para esta nobre causa.
Pugne por uma rádio pública que lhe dê prazer ouvir e
culturalmente a(o) enriqueça, e que mereça os 27,00 euros que, anualmente, a(o)
obrigam a desembolsar (cf. factura da electricidade).
Grato pela colaboração,
endereço-lhe as minhas cordiais saudações,
Álvaro José Ferreira
Fundador do Grupo de Amigos do LUGAR AO SUL
Post-Scriptum:
Na
comunidade de Amigos do LUGAR AO SUL cultiva-se a boa música e a boa poesia (de
língua portuguesa). Se desejar pertencer-lhe, será muito bem-vinda(o)!
Inscreva-se
em http://groups.google.com/group/lugar-ao-sul ou
solicite a sua adesão automática a: ajferreira74@gmail.com
É claro
que se porventura não gostar da experiência, tem sempre a garantia de se
desvincular, e sem que lhe seja pedida qualquer satisfação.
Esse é um ponto de honra. Por isso, não perde nada em experimentar...
Contactos:
-
Provedoria do Ouvinte: provedor.ouvinte@rtp.pt
-
Administração da Rádio e Televisão
de Portugal (Alberto da Ponte): alberto.ponte@rtp.pt
-
Ministro com a tutela da comunicação
social (Miguel Poiares Maduro): gabinete.ministro@madr.gov.pt
-
Primeiro-Ministro: gabinete.pm@pm.gov.pt, pm@pm.gov.pt
-
Presidente da Assembleia da República: gabpar@ar.parlamento.pt
- Grupos
Parlamentares: gp_psd@psd.parlamento.pt, gp_ps@ps.parlamento.pt, gp_pp@pp.parlamento.pt, gp_pcp@pcp.parlamento.pt, gp_be@be.parlamento.pt, PEV.correio@pev.parlamento.pt
---------- Mensagem
encaminhada ----------
De: Álvaro José Ferreira <ajferreira74@gmail.com>
Data: 5 de agosto de 2013 18:14
Assunto: Queremos o "Lugar ao Sul" num horário decente! (actualização)
Para: Alberto da Ponte <alberto.ponte@rtp.pt>, conselho.opiniao@rtp.pt,
Provedor do Ouvinte <provedor.ouvinte@rtp.pt>
13
Julho 2013
Perante o horário esconso e indigno em que Rui Pêgo, em Janeiro de
2011, colocou o programa "Lugar ao Sul" na grelha da Antena 1 (às
7:00 da madrugada de sábado), e não
estando eu disposto a sacrificar o meu merecido descanso depois de uma
extenuante semana de trabalho, a gravação
pré-programada tem sido o expediente usado para continuar a ouvir, a horas
decentes (geralmente, depois das 09:00), as deliciosas conversas de Rafael
Correia ilustradas com o melhor da música de Portugal. Ora ao pôr a tocar a
gravação de hoje, apareceu-me não o
"Lugar ao Sul" mas o José Candeias a conversar com camionistas. Disse
para comigo: «Há aqui qualquer coisa de errado! Este indivíduo não estava entre
as 05:00 e as 07:00 da madrugada, de
segunda a sexta-feira?!». Fiquei a ouvir um pouco, apesar do desprazer, e pude
então perceber que se tratava de uma colagem dos "melhores momentos"
das emissões realizadas durante a semana. Fiz esta dedução:
atendendo ao desdém que sempre nutriram pelo "Lugar ao Sul", e
empenhados em dar mais visibilidade à falhada aposta em José Candeias para o
crepúsculo matutino da Antena 1, Rui Pêgo e António Luís Marinho terão pensado
que os admiradores da arte de Rafael
Correia não se importariam com a troca. Pois se assim pensaram, estão
redondamente enganados. O "Lugar ao Sul" não é um programa
substituível por qualquer outro, por mais agradável de ouvir seja esse outro,
que não é notoriamente o caso do espaço – banal e entediante q.b. –
de José Candeias.
Na dúvida se o programa fora extinto ou transferido para outro horário, tratei
de averiguar. Vim então a tomar conhecimento pela página do arquivo
online que, embora não apresentando (inexplicavelmente) as edições
após o dia 29 de Junho, o "Lugar ao Sul" desceu ainda mais para o
escuro: 06:00 da madrugada! Como é
possível?! Está-se mesmo a ver a intenção:
reduzir o auditório, tradicionalmente bastante heterogéneo em termos
de estratos sócio-económico-culturais, a uns quantos padeiros para
depois, sem contestação, desferir
sobre o programa o "golpe de misericórdia", com o argumento
(hipócrita) de que deixou de ter audiência. Pérfido e revoltante!
Volto a afirmar, pela enésima vez: os srs. Rui Pêgo e António Luís Marinho têm
todo o direito de não gostar do "Lugar ao Sul", embora isso seja
difícil de compreender, tendo em conta o agrado que o programa sempre gerou no
auditório da Antena 1 (e da RDP-Internacional) e os sucessivos elogios que
recebeu de distintas personalidades, entre as quais os três anteriores
Provedores do Ouvinte, mas não lhes assiste o direito de confundir os seus
gostos pessoais com as funções directivas que lhes foram confiadas, que se
devem reger pela máxima ponderação,
equilíbrio e imparcialidade. A rádio pública não existe nem é financiada pelos
cidadãos e empresas de Portugal para satisfazer o umbigo ou alimentar os
caprichos de quem ocupa os cargos de chefia. Existe para prestar serviço
público! Sendo o aclamado "Lugar ao Sul" um dos programas que melhor
cumpre essa prerrogativa, aliando como nenhum outro no actual panorama radiofónico as componentes recreativa e
cultural – por mérito exclusivo do seu autor – e constituindo o
respectivo arquivo um fabuloso manancial de tesouros por explorar, não é
admissível que seja tratado de modo tão indigno e humilhante. Os fiéis
ouvintes e, bem assim, todas as pessoas dotadas de sensibilidade para
apreciarem e desfrutarem de tão maravilhoso programa exigem respeito e jamais
deixarão de clamar: «Queremos o "Lugar ao Sul" num horário decente!»
Adenda (em
05-Ago-2013):
O acervo de gravações do "Lugar ao Sul" existente
no aquivo histórico da RDP, apesar da destruição
(apagamento de bobines) que afectou sobretudo a década de 80, é de monta. Em
meados de 2006, já ultrapassava 900 registos DAT. Contendo cada uma dessas
unidades duas conversas (ou três, nos casos em que foi expurgado o preâmbulo
musical), não andarei longe da verdade se disser que o total de conversas
disponíveis, contabilizando também os três anos posteriores em que o programa teve
edições originais (na Antena 1 e na Antena 2), ultrapassará os dois milhares.
Perante tão extraordinária riqueza, que urge disponibilizar a quem a desejar
usufruir, constitui um perfeito absurdo suspender tal resgate substituindo-o
pela retransmissão das reedições, como tem acontecido
nas últimas semanas. Faço minhas as palavras que o emérito jornalista
Adelino Gomes, na qualidade de Provedor do Ouvinte, proferiu a respeito do
"Lugar ao Sul", aquando do fim das emissões originais:
«Rafael Correia, 30 anos a encher as ondas radiofónicas de cenas da vida de pastores, artesãos, mourais, pescadores, varredores,
salineiros, amoladores, bordadeiras. Uma legião de poetas, músicos, cantadores
e cantadeiras, gente sábia, que como nunca outra teve um microfone e uma antena
para a ouvir e até nós chegar. Há muitos anos, no jornal onde trabalhava
["Público"], escrevi um texto defendendo a obrigação da RTP de não apenas preservar a riqueza
patrimonial de excepção representada
pelos programas de Rafael Correia mas de a restituir aos portugueses [...].
Retomo este repto, agora como provedor e agora que "Lugar ao Sul"
ameaça não voltar. Acho um crime de lesa-cultura se os programas forem
deixados esquecidos e inúteis em pequenas cassetes DAT do arquivo histórico...»
(Adelino Gomes,
Julho de 2009)
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