A CÂMARA de Guimarães oficializou, há dias, o início dos trabalhos para candidatar ao pólo universitário de Couros a Património Mundial da Humanidade.
A acontecer, a Universidade do Minho (UMinho) passa a ser a primeira do Norte classificada.
Esta é urna candidatura autónoma do município, embora se trate da extensão do Centro Histórico, zona já distinguida pela UNESCO, em 2001. Segundo Domingos Bragança, presidente da Câmara, o alargamento vai criar urna área classificada conjunta que “será soberba a nível mundial”.
A zona de Couros, cujo nome deriva da extinta industria de curtumes, abrange cerca de 10 hectares e os edifícios universitários do Instituto de Design, Cento Avançado de Formação Pós-Graduada ou Centro de Ciência Viva. A estes junta-se o Teatro Jordão, que falta requalificar, e o Centro Cultural Vila Flor.
Esta é “uma notícia muito boa” para a Universidade do Minho, mas também é “um desafio”, considera o reitor, António Cunha. Isto porque a eventual classificação vai beneficiar a atratividade da UM mas obriga a que a reitoria esteja focada naquele espaço.
A par da UMinho, vai ser instalada em Couros a Universidade Sénior, bem como equipamentos sociais, infantários, Pousada da Juventude, bares e lojas. O próximo passo é concluir o plano de requalificação da ribeira de Couros de forma a evitar as tradicionais inundações dos edifícios. Esta obra, da Câmara, tem por base um estudo da UMinho e vai custar cerca de 3 milhões de euros, comparticipados em 80% por fundos europeus.
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