13, 14 e 15 de Novembro na Fundação Gulbenkian
No ano em que se comemoram os 120 anos do nascimento de Almada Negreiros e os 100 anos da sua primeira exposição, o Projecto Modernismo Online, o IELT - Instituto de Estudos de Literatura Tradicional e o IHA - Instituto de História de Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, organizam o Colóquio Internacional Almada Negreiros.
Figura ímpar da vanguarda portuguesa, Almada celebrizou-se em diversas áreas artísticas, da pintura e do desenho à dança e ao teatro, da escrita à crítica de arte. É essa obra imensa - e ainda tão desconhecida - que este Colóquio se propõe reavaliar no encontro de 48 investigadores de várias gerações e nacionalidades.
José-Augusto França, Rui Mário Gonçalves e Duarte Ivo Cruz são algumas das figuras que primeiro reflectiram sobre a obra de Almada e que com ele privaram, e disso nos darão testemunho. Fernando Cabral Martins, Ana de Freitas,
Aos estudiosos portugueses das universidades de Lisboa, Porto e Coimbra juntam-se investigadores estrangeiros como Andrea Ragusa e Manuele Masini, tradutores da obra de Almada para italiano, António Saez Delgado, que abordará a recepção de Almada em Espanha, Ellen Sapega, professora da Universidade do Wisconsin com vários trabalhos publicados sobre Almada, Tânia Martuscelli, investigadora brasileira que tratará a relação de Almada com o Surrealismo, ou o alemão Günter Berghaus, que encerrará o colóquio com uma comunicação sobre Almada e o movimento futurista.
Além das palestras e debates, o Colóquio vai ao cinema, janta no Chiado e percorre a cidade.
Nos dias 13 e 14 de Novembro, a Cinemateca Portuguesa dedica duas sessões a Almada, a primeira das quais é preenchida pela estreia do raríssimo mixed media de Ernesto de Sousa, Almada, um Nome de Guerra, espectáculo sobre o qual podemos ouvir o próprio autor aqui.
Do património construído que deixou à cidade daremos conta num percurso de autocarro pela “Lisboa de Almada”, no dia 16 de Novembro (início às 10h, na Fundação Calouste Gulbenkian; gratuito, mas sujeito a inscrição). No circuito de obra pública de Almada em Lisboa encontramos, por exemplo, os vitrais do edifício do Diário de Notícias e da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, os painéis decorativos das fachadas de vários edifícios da Cidade Universitária, o painel da Fundação Gulbenkian ou os dos átrios da Estação Marítima de Alcântara e da Rocha Conde de Óbidos. Um vasto itinerário que podemos explorar desde já na aplicação gratuita para smartphones Lisboa de Almada, a primeira feita para um escritor português.
No dia 15 de Novembro haverá um jantar de encerramento no Café no Chiado, às 20h (22.50€/ pax., sujeito a reserva).
Inscrições através do email inscricoesalmada2013@gmail.com .
Mais informações no site do Colóquio, em http://coloquiointernacionalalmadanegreiros.wordpress.com , ou através do email almadanegreiros2013@gmail.com .
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