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[Museum] António Filipe Pimentel, Miguel Pina e Cunha e Álvaro Covões. Is something new?

To :   museum@ci.uc.pt
Subject :   [Museum] António Filipe Pimentel, Miguel Pina e Cunha e Álvaro Covões. Is something new?
From :   Manuel de Castro Nunes <arteminvenite@gmail.com>
Date :   Sat, 8 Feb 2014 18:04:35 +0000

António Filipe Pimentel, Miguel Pina e Cunha e Álvaro Covões.

Is something new?

António Filipe Pimentel encontro a voz intelectualmente qualificada para o seu programa de promoção e sustentabilidade do Museu Nacional de Arte Antiga.

Miguel Pina e Cunha, para quem o maior dos heróis intelectuais é Karl Edward Weick, Que dispensa apresentação, todos os leitores o conhecerão. Embora Vasco Pulido Valente suspeite de que mais de um por cento dos portugueses conheça Joan Miró, estou convicto de que a maioria, noventa e nove por cento, dos aderentes a esta lista conhecem Karl Weick. O que não dizer dos leitores do NEGÓCIOS.

A grande descoberta de Weick foi a rotina e a de que, gramaticalmente, em termos de morfologia sintáctica, no que respeita ao modos dos verbos, a diferença entre rotina e inovação é a diferença entre o substantivo verbal, organização, ou o particípio passado, organizado, e o gerúndio, organizando.

Eu, pessoalmente, estava convencido de que, organizando, ou trabalhando, ou dormindo, descrevia mais uma rotina do que uma inovação. E foi a razão porque toda a minha vida e o meu raciocínio se alteraram após as primeiras leituras da obra de Weick.

Mas na verdade o meu herói intelectual é Miguel Pina e Cunha, a quem a leitura de Weick inspirou ideias tão engraçadas, para quebrar a rotina dos museus.

Passamos primeiro pelos CTT, compramos uns postais, observamos bem o postal. Quando entrarmos no museu e virmos as pinturas, verificamos que um postal é diferente de uma pintura.

Os meus parabéns a António Filipe Pimentel.

A Miguel Pina e Cunha e à ‘’Everything is new’’.


http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/colunistas/miguel_pina_e_cunha/detalhe/apreciar_brueghel_para_gerir_melhor.html


''Pode já pôr a ideia em prática na exposição do Museu Nacional de Arte Antiga. Poder fazer o exercício com os Brueghel é um extraordinário privilégio. Exercite o olhar. Descobrirá nestas pinturas uma inesgotável riqueza de detalhes. Cada vez que olha verá uma coisa diferente. E depois repita o exercício noutras situações. Como é que os "postais" que vejo na minha organização comparam com os de outras organizações? Como é que os quadros dos "artistas" da nossa organização comparam com os dos mestres? E os da loja A com os da B? Quando olha para a sua organização o que lhe diz aquilo que vê: é sempre igual ou as melhorias acontecem?     

 

O nosso olhar destreina-se e desfoca-se facilmente. Vemos muita coisa a correr. Para desfrutar, aprender, corrigir e aperfeiçoar, é preciso fazer comparações ricas. O poder da riqueza, neste sentido, é o de tornar as coisas mais interessantes. Mesmo, ou sobretudo, as pequenas coisas, tão importantes e tão pouco valorizadas nesta era de pressa e de olhares fugazes.''

Miguel Pina e Cunha.



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Manuel de Castro Nunes

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