Resposta enviada a uma Amiga através de quem recebi a divulgação deste evento.
''Cara Amiga.Obrigado pela partilha.
Lamentavelmente, o estudo de Maria Filomena Guerra não incluíu os conjuntos que, neste estado da situação, mereceriam uma observação isenta, cuidada e rigorosa.
Se é verdade, por um lado, que quando MF Guerra iniciou este estudo, em finais de 2008, a ''colecção egípcia'' do BPN estaria já sem paradeiro, a colecção Estrada foi colocada à sua disposição e eu próprio entreguei em mão, à Professora Luísa Carvalho, os inventários, imagens e a caracterização preliminar dos artefactos que, do meu ponto de vista, não poderiam, jamais, ser excluídos deste estudo.
É também óbvio que fazer acompanhar esta divulgação por esta imagem, que penso será a capa do livro, é deveras inesperado. A ''joia'' representada é um típico exemplo da tradição peninsular de cariz ''ibero-fenício'', plena Idade do Ferro, Século IV ou III antes da nossa Era. Não é propriamente pré-histórica.
Para sermos rigorosos, de resto, o que distingue a ourivesaria Pré-Histórica da orla atlântica peninsular da ourivesaria deste período são, para lá do mais, procedimentos técnicos, o uso da forja e a agregação de pepitas em forja, sem fusão prévia, no caso da ourivesaria Pré-Histórica, e a prévia fusão do ouro, a sua aleação e o uso da solda, no caso da Idade do Ferro e já da Idade do Bronze.
Saudações''
Manuel.
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Manuel de Castro Nunes