Transcrevo, com a devida vénia,
da edição de hoje, 9, de pportodosmuseus [pat.remelgado@gmail.com]:
Colecção gravuras de Rembrandt descoberta em Águeda
DESTAQUEPATRIMÓNIO & MUSEUS 08/06/2014 -
O acaso de uma arrumação ao depósito da Fundação Dionísio
Pinheiro, em Águeda, levou à descoberta da maior colecção do mundo de gravuras
de Rembrandt, que pertenceu à Biblioteca Nacional de Paris. Entretanto, Maria
José Goulão, antiga conservadora do Museu, já veio a público contestar esta
notícia. Segundo a historiadora de arte, citada pelo Observador, “um
portfólio de cerca de 300 REPRODUÇÕES do lote original de águas-fortes de
Rembrandt, feitas em França no séc. XIX segundo o processo da heliogravura, possivelmente
com alguns retoques manuais a ponta-seca. Trata-se de excelentes fac-similes, e
não de gravuras feitas à mão. São tão convincentes que são frequentemente
postas à venda por leiloeiros pouco escrupulosos como tiragens das matrizes
originais de Rembrandt, mas de facto são tudo menos águas-fortes atribuíveis ao
pintor. A col. completa terá um valor de mercado aproximado de cerca de 9
000€, no total das cerca de 300 gravuras. E já agora, a col. não foi
objecto de nenhuma descoberta recente; esteve desde o início identificada (eu
mesma manuseei muitas vezes as pastas com estas reproduções), foi inventariada
e classificada e foi mesmo objecto de um artigo publicado numa revista da
especialidade pela minha sucessora, a Dra. Madalena Cardoso da Costa”. A Fundação, criada por testamento de um empresário do sector
têxtil que fez fortuna no Porto, tem expostas 14 das 282 gravuras até ao final
de junho e tem sido procurada por especialistas, estando aberta a que seja
feito um estudo exaustivo da colecção. Dionísio Pinheiro, que viveu entre 1891 e 1968, foi
aos 11 anos trabalhar para o Porto como marçano nos Armazéns Cunha e
frequentava à noite a Escola Industrial. Deram-lhe sociedade nos Armazéns e não
mais parou, desdobrando-se em actividades comerciais e industriais, de que é
exemplo a criação de uma fábrica de tecidos em Rebordões, Santo Tirso. Fonte: Diário
Digital / Lusa e Observador
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