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Fui mui oportunamente alertado
para o que considero um ‘grito de alerta’ publicado por Maria Vlachou no seu blog “Musing on
Culture”: http://musingonculture-pt.blogspot.pt/2014/06/ouou-ou-simplesmente-e.html a propósito da demissão
de dois dos mais prestigiados directores
de museus ingleses, Sandy Nairne, da National
Portrait Gallery, e Nicholas Penny, da National Gallery, e de artigo do Guardian sobre o assunto onde se
diz nomeadamente: "(...)
Será que estamos prestes a ver uma nova geração tecnocrata de chefes de museus
que baixam a cabeça, colocam as relações públicas em primeiro lugar e fazem
tudo o que podem para cumprir metas definidas pelos políticos e pela imprensa?
(...) Esse tipo de pressão não deixa propriamente muito espaço para a
experimentação. Os museus não podem ser apenas máquinas de entretenimento.
Devem ter um lado mais calmo, onde a arte vem em primeiro lugar, as multidões
em segundo e um lado académico que reverencia alguém como Penny. Tudo isto
parece ser o anúncio deprimente do final da individualidade no mundo dos
museus." Acho que é
capaz de ser interessante gastar alguns reflexivos minutos a tomar boa consciência
das questões aí levantadas. Mera questão gramatical: usar a copulativa ‘e’ ou a disjuntiva ‘ou’? Não: a questão é bem mais funda
e merece, a meu ver, miúda reflexão. J.
d’E.
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