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A
assembleia-geral do Conselho Internacional de Filosofia e Ciências
Humanas (CIPSH), reunida na sede da UNESCO em Paris, decidiu eleger como
novo secretário-geral o Professor de Arqueologia Luiz Oosterbeek.
O CIPSH foi fundado em 18 de Janeiro de 1949, no âmbito da UNESCO, e
reúne a União Académica Internacional e as federações internacionais das
disciplinas de filosofia e ciências humanas (História, História da Arte,
Línguística e Literatura, Estudos Clássicos, Pré-História e
Proto-História, Filosofia, entre outras).
O
CIPSH coordena neste momento uma reflexão internacional sobre o sentido e
a função das humanidades nas sociedades do século XXI e participa nos
principais programas internacionais de ciência, tecnologia e
desenvolvimento, em colaboração com a UNESCO e as academias e
universidades dos diversos países.
Professor
de Arqueologia Pré-Histórica e de Gestão do Território no Instituto
Politécnico de Tomar, Luiz Oosterbeek é Presidente do Instituto Terra e
Memória, com sede em Mação e no Brasil. Formado pelas Universidades de
Lisboa, Porto e Londres, foi vice-gestor da área de Ciência e Sociedade
do programa iberoamericano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento
(CYTED). É investigador do Centro de Geociências da Universidade de
Coimbra (recentemente avaliado com excelente pelos painéis de avaliação
da FCT/ESF), no qual coordena o Grupo de Quaternário e Pré-História, com
sede em Mação.
Com
projectos de investigação na Europa, na América Latina e em África,
Oosterbeek publicou mais de 40 livros e 300 artigos com estudos de
arqueologia (especialmente sobre as origens da agricultura e padrões de
mobilidade das sociedades humanas), arte rupestre, gestão do património e
gestão do território. Crítico da acomodação e da perda de exigência e
investimento no ensino superior europeu, é defensor de um ensino
universitário com forte componente aplicada politécnica, que combine o
rigor e flexibilidade da formação teórica com o pragmatismo e
aplicabilidade directa da formação técnica.
Luiz
Oosterbeek defende um novo paradigma de gestão integrada do território,
no qual as ciências humanas e sociais (especialmente a arqueologia e a
antropologia) têm uma responsabilidade fundamental, por estudarem
factores decisivos da variabilidade do comportamento humano e da sua
estruturação cognitiva. Neste domínio, desenvolveu metodologias de gestão
territorial orientadas para o reforço da governança territorial a partir
do reforço da competência crítica dos cidadãos e da substituição da
lógica “problemas e soluções” por uma lógica de
“dilemas e escolhas informadas”.
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