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Exmos.(as) Senhores(as), boa tarde. Temos o prazer de informar sobre a inauguração o Centro Interpretativo da Calçada de Alpajares e a Exposição “Três Olhares sobre Alpajares”, no próximo dia 1 de março, pelas 9h30, na Antiga Escola Primária de Poiares, em Freixo de Espada à Cinta. Aproveitamos a oportunidade para enviar em anexo a imagem respetiva, que faz parte da Coleção Museu do Douro, fotógrafo Egídio Santos. Antecipadamente agradecidos pela colaboração e divulgação do evento em referência, apresentamos os nossos melhores cumprimentos. Inauguração do Centro Interpretativo da Calçada de Alpajares – Inauguração da Exposição Fotográfica “Três Olhares sobre Alpajares” 1 março – 09h30 | Antiga Escola Primária de Poiares, Freixo de Espada à Cinta A Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta e a Fundação Museu do Douro inauguram o Centro Interpretativo da Calçada de Alpajares e a Exposição “Três Olhares sobre Alpajares”, no próximo dia 1 de março, pelas 9h30, na Antiga Escola Primária de Poiares. Como museu de território, o Museu do Douro tem defendido a necessidade de recuperação de muitos dos caminhos exemplares que subsistem no Douro, que evidenciam um valor paisagístico e cultural excecional, troços de história e de vivências que importa preservar, valorizar e divulgar. Com a abertura de mais um núcleo museológico - o Centro Interpretativo da Calçada de Alpajares – em estreita colaboração com a Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta, espera-se um maior aproveitamento turístico e cultural deste património, que pelo seu trajeto único, pela densidade histórica e pela carga mágica que encerra, não deixará indiferente os que vivem no território o os que o visitam. A exposição de abertura parte da lenda da construção da Calçada de Alpajares ou Calçada do Diabo, e pretende dar a conhecer múltiplas imagens resultantes de mediações técnicas iniciais – fotográfica e videográfica. “Três Olhares sobre Alpajares” é o nome da exposição daí resultante. Três olhares perspicazes e reputados partiram à descoberta da beleza infindável da Calçada de Alpajares. Por convite do Museu do Douro, Egídio Santos, Luís Ferreira Alves e João Paulo Sotto Mayor impressionaram-se com a grandiosidade deste que é um dos mais belos percursos do Douro, com excecional valor paisagístico e cultural. O resultado mostra bem a carga mágica de um caminho que transcende a mera perceção. Não foi por acaso que atribuíram a esta via romana, classificada como “imóvel de interesse público” em 1977, diversos epítetos. Muitos ainda a conhecem como “Calçada do Diabo”. Para além dos textos e fotografias de Egídio Santos, João Paulo Sotto Mayor e Luís Ferreira Alves, esta exposição fotográfica conta com um pequeno filme realizado por Luís Saraiva. Direção Geral do Património Cultural – Nota Histórica: Classificada em 1977 como "Imóvel de Interesse Público", a "Calçada de Alpajares", ou "Calçada dos Mouros", como será mais conhecida localmente, integrava a via romana de carácter secundário que atravessava o rio Douro (nas imediações da localidade de Barca de Alva) e a ribeira do Mosteiro, até chegar ao planalto mirandês. Atualmente, remanescem apenas alguns dos seus troços originais, visíveis perto da convergência das ribeiras da Brita e do Mosteiro, a partir da qual se prolonga pela encosta de Alpajares de forma ziguezagueante, até chegar ao muralhado do povoado de São Paulo, edificado na Idade do Ferro no cimo de um espigão sobranceiro àquelas mesmas ribeiras, com testemunhos ocupacionais dos períodos romano e medieval. E terá sido, na verdade, a excelente implantação estratégica deste Castro que subjazeu à sua eleição por parte do poder romano, que assim fez confluir para a sua fortificação a calçada, tão necessária a uma célere movimentação dos seus diversos elementos constituintes. Estruturada ao longo de cerca de oitocentos metros em lajes afeiçoadas em xisto e seixos de pequena dimensão, a calçada possui degraus intercalados com certa regularidade, entre três a quatro metros, apresentando-se, ainda, reforçada com uma parede lateral na zona em que o declive da encosta se revela mais acentuado, designadamente nas curvas do traçado da via, que, tal como sucedeu com o Castro (vide supra), acabaria por ser reutilizado ao longo dos tempos, a atestar, no fundo, a pertinência da sua localização e a relativa abundância de recursos naturais imprescindíveis à normal subsistência das comunidades humanas de modo, mais ou menos, ininterrupto. Helena Freitas Gabinete de Apoio à Direção Fundação Museu do Douro Rua Marquês de Pombal 5050 - 282 Peso da Régua Telefone: +351.254.310.190 (Geral) Telefone: +351.254.310.198 (Direto) Fax: +351.254.310.199 Site: www.museudodouro.pt Facebook: www.facebook.com/museudodouro Twitter: https://twitter.com/MuseudoDouro
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