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Recebo,
agradeço e divulgo esta evoca Recordo
que se divulgou ontem o testemunho do Doutor Vítor Serrão. J.
d’E. EVOCAÇÃO DO PADRE JOÃO MARQUES,
FILHO ESPIRITUAL DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA É
com sentimentos de grande estima, amizade e admira Conheci
João Marques quando veio estudar para Coimbra e desde então estabeleceu-se
entre nós uma estreita rela Nascido
na Póvoa de Varzim, a 9 de Janeiro de 1929, estudou no Seminário Conciliar de
Braga entre 1940 e 1952, vindo depois a frequentar o curso de História na
Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra onde cursou História, obtendo a
licenciatura em Julho de 1970 com uma disserta Aquela
tese era o embrião do que haviam de ser as áreas de especializa Antes
de entrar para a Faculdade de Letras da Universidade do Porto foi professor
efectivo no Ensino Secundário, metodólogo de História e orientador de
metodologia nos Liceus D. Manuel II, Alexandre Herculano, Rainha Santa Isabel e
de Vila Real. Na Faculdade de Letras da Universidade do Porto João Marques
havia de se impor pelo seu invulgar talento e desenvolvendo uma exemplar
actividade de professor consagrado, investigador incansável e autor de muitos e
notáveis estudos. Foi aí, sucessivamente, assistente, professor auxiliar e
professor associado. Doutorou-se em História a 6 de Janeiro de 1984 com a tese
“A Parenética Portuguesa e a Restaura João
Marques tinha uma visão rasgada da cultura sabendo aliar aos temas mais ligados
às suas preocupações científicas outros horizontes mais abrangentes. A visão
humanística que emoldurava o seu espírito fazia com que procurasse estabelecer
uma unidade entre os vários elementos do ser, do saber e do sentimento. Póvoa
do Varzim tornou-se um ponto de referência cultural a nível do País, uma
espécie de cenáculo. O empenho de João Marques à frente do Museu Municipal de
Etnografia e História da Póvoa de Varzim, a assessoria religiosa e cultural do
cineasta Manoel Oliveira, um dos grandes amigos do professor poveiro, tal como
o foi o escritor José Régio, sendo até à morte presidente do centro de Estudos
Regianos de Vila do Conde, de que foi fundador. Teve oportunidade de conviver
estreitamente com alguns vultos da cultura e da arte contemporânea,como o já citado
José Régio, Luís Amaro, Fausto José, Saul Dias, Orlando Taipa, Pacheco Neves ou
Manoel de Oliveira. Foi
membro da Academia Portuguesa de História, do Centro de Estudos de História
Religiosa da Universidade Católica Portuguesa e de inúmeras comissões
científicas de eventos nacionais e internacionais. No Diana-Bar participou em
diversas tertúlias semanais com várias figuras gradas da cultura portuguesa. O
município atribuiu-lhe em Para
o fim uma referência à apresenta
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