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[Museum] A Polissemia do Património: repensar o conceito de Objeto. Diálogo com Isabel Victor.

Subject :   [Museum] A Polissemia do Património: repensar o conceito de Objeto. Diálogo com Isabel Victor.
From :   Maria Isabel Tristany <mty.mty@outlook.pt>
Date :   Sun, 15 Mar 2015 01:51:26 +0000


Na mensagem de Isabel Victor abre-se uma equivalência transversal entre (passo a citar) “Substantivo, Artigo, Adjetivo, Numeral, Pronome, Verbo, Advérbio, Preposição, Conjunção, Interjeição”. A resiliência do Objeto à captura pela Narrativa (pela ordem semiológica, simbólica, e linguística) é um ponto-de-partida válido nesse difícil trabalho de construir o novo Objeto.

Numa perspetiva mais operatória, nas páginas 6 a 9 do texto que envio em Anexo PDF, decompus o Objeto em sete partes (e dei-lhe o nome de Concepção Hepta-Dimensional do Objeto):

i) Pessoa(s), individual ou coletiva, que inventa, imagina, e perpetra os OBJETOS,

factos, ou projetos;

ii) Contexto-mundo (Natureza tal como ela é no contexto/momento em que o

Objeto ocorre);

iii) Contexto-consciência (o processamento a que o cérebro obriga; as

codificações que estão guardadas na memória-de-longo prazo e condicionam a priori o agir humano);

iii) Suporte (a matéria/energia, materialidade/imaterialidade utilizadas para

construir o Objeto);

iv) Objeto (a iconicidade/forma/coisalidade que o Objeto adquire ao ser feito

com um determinado Suporte, realizada através da gestualidade, da

sonoridade/oralidade, e da performance das outras capacidades

biomecânicas do corpo);

v) Documento (a representação do Objeto que ocorre no cérebro, e que é

necessária para haver a sua Percepção; o Documento é independente de

quaisquer suportes que necessite para ser objetivado, permitindo

transferir essa representação para suportes diferentes, no presente e no

futuro, independentemente do destino e das vicissitudes que ocorram

no Objeto (coisas, suportes) a que se refere;

vi) Informação (o processo de comunicação do Objeto e/ou do Documento);

vii) Conhecimento e Saber (a transformação do Objeto e do Documento em

Valor; o impacto no receptor; as consequências e os benefícios para

uma População e/ou Território).

Na página 10 desse texto, se olharmos para as etapas/fases do Processo de Patrimonização (processo de transformação de um qualquer Objeto em Património) verificamos que os nomes diferentes que dão em arquivística, biblioteconomia e museologia referem-se às mesmas tarefas. Deste modo, (teoricamente) seria possível concretizar uma convergência, que conduziria igualmente à possibilidade (teórica) de uma permutação e partilha entre os recursos e as Pessoas que trabalham e gerem o Património nesses três grandes áreas.

É uma mera proposta e um primeiro começo.

Pedro Manuel-Cardoso

 


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