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- Estufa principal
e estufas de trabalho
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Investimento: 325.000 Euros
- Duração: 8 meses
- Fase
seguinte: aviário, cafetaria, loja e instalações sanitárias
Sintra, 14 de
abril de 2015 – A Parques de Sintra concluiu
recentemente o projeto de recuperação
das Estufas da Quinta da Pena, localizadas no Parque da Pena, com um
investimento de aproximadamente 325 mil Euros ao longo de 8 meses. Este
incluiu o restauro das duas estufas de trabalho e da estufa principal, a
requalificação dos patamares onde
estes edifícios se situam e a instalação
de uma ferramentaria e área técnica de envasamento.
Numa fase posterior, nesta mesma área, o aviário será restaurado, a casa de
jardineiro adaptada a cafetaria, e serão instalados edifícios semienterrados
que darão lugar a uma loja, instalações sanitárias para o público e áreas
técnicas para a caldeira de aquecimento e lixos.
A recuperação das três estufas foi
realizada de acordo com os planos de construção
originais, tendo as suas funções sido mantidas. As coberturas, com estrutura
de madeira e telhas de vidro individuais, em ruína, foram recuperadas com os
mesmos materiais e dimensões. O mesmo sucedeu com os rebocos e pavimentos à
base de saibro e cal. Os viveiros foram limpos e tratados e o seu sistema de
águas original reposto em funcionamento, alimentado por água proveniente de
minas do Parque da Pena. Na estufa principal, a caldeira existente foi
restaurada e musealizada. Os antigos tubos de ferro do aquecimento central,
demasiado corroídos, foram substituídos por novos do mesmo material e
diâmetro. As caleiras, em alvenaria cerâmica revestida a reboco estanhado,
foram recuperadas. Foi também reposto no interior da estufa o sistema de
prateleiras de exposição de vasos,
em cantaria. No patamar da estufa principal, os muros foram recuperados e os
caminhos infraestruturados e adaptados ao acesso de pessoas com mobilidade
condicionada.
As pérgolas em madeira foram reconstruídas e efetuaram-se também intervenções
de arboricultura para limpeza das árvores existentes. O projeto incluiu ainda
a requalificação dos espaços
exteriores envolventes, nomeadamente o jardim de azáleas.
No interior da estufa de exposição
foi plantada, em vasos, uma coleção
de orquídeas, begónias, bromélias, plantas carnívoras, plantas suculentas e
fetos, dando-se especial destaque a espécies autóctones com estatuto de
conservação prioritário, como o
feto-folha-de-hera (Asplenium
hemionitis), o feto-do-botão (woodwardia radicans)
ou a carnívora Pinguicula
lusitanica. Nos estufins foram reproduzidas variedades
portuguesas de hortícolas, a aplicar na horta da Quinta da Pena, e espécies
para reposição de canteiros no
interior do Parque, nomeadamente os gerânios, que eram muito usados no século
XIX.
Está em fase de estudo o projeto para a segunda fase de recuperação desta área, que prevê a requalificação do patamar superior e a instalação de equipamentos de apoio aos visitantes.
O aviário será restaurado para servir a sua função
original: ao corpo cilíndrico existente serão adicionadas três áreas de
gaiolas para a exposição de
diferentes espécies de aves. Destas gaiolas restam apenas registos em plantas
do século XIX e as fundações em pedra, originais. Pela sua proximidade
excessiva ao aviário, pela fraca integração
no conjunto e origem mais recente, a construção
adjacente será demolida. A casa de apoio ao jardineiro, em alvenaria de
pedra, será reabilitada para utilização como cafetaria. A cobertura será em telha
cerâmica, de modo a respeitar a solução
encontrada apenas em registo fotográfico. A cafetaria e as demais instalações
previstas servirão a zona da Quinta da Pena, desde a Abegoaria ao próprio
Chalet da Condessa.
Na zona entre o aviário e a cafetaria, onde existia um aterro de grandes
dimensões, prevê-se a instalação
um edifício semienterrado, com linguagem arquitetónica semelhante à das
cavalariças da Abegoaria. Este corpo albergará as instalações sanitárias, uma
loja para venda de produtos relacionados com a atividade da Quinta e salas
técnicas para bastidores, quadros
e caldeira para aquecimento da cafetaria e estufa.
Sobre a
Parques de Sintra - Monte da Lua
A Parques de Sintra - Monte da Lua, S.A. (PSML) é uma empresa de capitais
exclusivamente públicos, criada em 2000, no seguimento da classificação pela UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra
como Património da Humanidade. Não recorre ao Orçamento do Estado, pelo que a
recuperação e manutenção do património que gere são asseguradas pelas
receitas de bilheteiras, lojas, cafetarias e aluguer de espaços para eventos.
Em 2014, as áreas sob gestão da PSML (Parque e Palácio Nacional da Pena,
Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz, Chalet da Condessa d’Edla, Castelo
dos Mouros, Palácio e Jardins de Monserrate, Convento dos Capuchos e Escola
Portuguesa de Arte Equestre) receberam aproximadamente 1.928.000 visitas, cerca de 86% das quais por parte de estrangeiros.
Recebeu, em 2013 e 2014, o World Travel Award para Melhor Empresa em Conservação.
São acionistas da PSML a Direção
Geral do Tesouro e Finanças (que representa o Estado), o Instituto da
Conservação da Natureza e
Florestas, o Turismo de Portugal e a Câmara Municipal de Sintra.
www.parquesdesintra.pt ou www.facebook.com/parquesdesintra
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