Conheci o Inês Vaz à mesa de um restaurante
de Matosinhos durante a pausa para almoço do Congresso de Arqueologia em
homenagem a D. Domingos de Pinho Brandão, em meados da década de 80. Sentados,
frente a frente, numa mesa onde estavam nomes sonantes da arqueologia
portuguesa, trocamos algumas palavras de circunstância, referências de
origens familiares e, de repente, o João Inês diz em voz sonante: - “tu és meu
primo!” - e aí desenhou rapidamente as origens familiares comuns com o meu pai,
também nascido no Soito. Em menos de nada éramos amigos de “longa data” e ele
ia-me apresentando a toda a gente no congresso com sendo primo dele.
Depois foram-se dando encontros ocasionais,
em congressos e reuniões cientificas, em que ele arranjava sempre a ocasião
para relembrar, divertido, as circunstâncias do nosso encontro tantos anos
antes.
A notícia de hoje de manhã apanhou-me de
surpresa e a tristeza do momento leva-me a deixar este breve depoimento em
homenagem a um homem bom, para mim sempre alegre e bem disposto, com um timbre
de voz inesquecível.
Deixo os sentidos pêsames à família
José Manuel Flores Gomes
Arqueólogo
Museu Municipal de Etnografia e História da
Póvoa de Varzim