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MNA
Digital: Boletim n.º 17
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14 de novembro,
às 15h30
Peça do Mês Comentada - Prato de terra
sigillata clara da Quinta de São Vicente 5
(Ferreira do Alentejo) por Catarina Viegas
A próxima peça do mês será um prato de terra sigillata clara, Hayes 50, do séc. III d. C. Esta
peça, proveniente da sepultura 13, [505], que juntamente
com outros objetos foi identificada na sondagem 5, no âmbito dos
trabalhos de escavação
arqueológica no sítio da Quinta de São vicente 5 (Ferreira do
Alentejo), aquando da execução
dos Blocos de Rega de Ferreira, Figueirinha e Valbom.
Os trabalhos arqueológicos estiveram a cargo da Era-Arqueologia e
foram dirigidos pela arqueóloga Dr.ª Margarida Figueiredo e pela
antropóloga Dr.ª Zélia Rodrigues.
A peça encontra-se em exposição
na mostra "Alqueva: 20 Anos de Obra, 200 Milénios de
História", concretamente no núcleo que ilustra a presença
romana, e será apresentada por Catarina Viegas que mostrará
como se punha uma «mesa romana».
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Até 29 de
novembro
Exposição
"Alqueva: 20 Anos de Obra, 200 Milénios de História"
O Alqueva, com 250 Km2 de superfície, é o maior lago artificial da
Europa, obra de engenharia hidráulica concretizada em 2003, tendo em
vista resolver o problema da captação
e distribuição de água
para a agricultura no Alentejo. Pese embora a inevitável submersão de
estruturas e monumentos na área da barragem, corresponde
simultaneamente ao maior empreendimento sistemático de salvaguarda do
património histórico-cultural do vale do Guadiana,
ao nível do reconhecimento e do registo científico, da exumação de espólio, por vezes também do
levantamento, da desmontagem e da trasladação,
assim como da publicação
dos resultados da investigação.
A EDIA, Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva,
para assinalar os 20 anos da sua fundação
como empresa gestora do empreendimento, promoveu a organização da exposição
"Alqueva: 20 Anos de Obra, 200 Milénios de História",
apresentada na Torre Oca do Mosteiro dos Jerónimos.
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A exposição constitui uma primeira apresentação geral em Lisboa dos resultados dos
trabalhos arqueológicos realizados na barragem e no complexo de rega
do Alqueva, sendo desejavelmente a primeira de uma série que permita
expor à fruição pública o
numeroso espólio recolhido e os resultados da investigação desenvolvida.
Ao conjunto de peças
selecionado para oferecer um panorama abrangente dos períodos e
culturas ali reconhecidos, acrescenta-se, em lugar central, uma
maqueta tridimensional que proporciona a visualização física do território, apresentando
contextualizada e sincronizadamente diversos conteúdos multimédia.
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Até 30 de novembro
Exposição
"(a)Riscar o Património 2014"
A galeria de exposições bidimensionais do MNA acolhe a exposição "(a)Riscar o Património 2014",
resultado de uma iniciativa da DGPC que teve lugar a 27 de setembro de
2014 e em que se propunha associar a representação
do património com o desenho, reunindo ilustradores, artistas ou
simples amantes do desenho em vários locais, próximos de monumentos
nacionais ou imóveis de interesse público, num mesmo dia.
Para mais informações pode visitar o blogue.
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23 a 29 de novembro
Semana da Ciência e da Tecnologia
Tem lugar, mais uma vez, a Semana da Ciência e Tecnologia, promovida
pela Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura
Científica e Tecnológica, que visa promover o contacto do público com
especialistas de vários tipos de conhecimento.
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O MNA e o projeto
EMEE juntam-se ao programa
com diferentes atividades:
Dia 24 de novembro
- Laboratório de Conservação
e Restauro do MNA ao encontro do visitante
- Construir e descobrir
Dia 25 de novembro
-Visita orientada ao Laboratório de Conservação
e Restauro, com marcação prévia através de
msantos@mnarqueologia.dgpc.pt
Entre 23 e 29 de novembro
- Arqueologia e Social Media nas
redes socias do MNA
Para mais informações, visite o site da iniciativa.
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Biblioteca e Arquivo Histórico do MNA
Em destaque
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Crónica da Tomada de Ceuta
ZURARA, Gomes Eanes de, ca 1410/20 – 1474
Terceira parte da chronica d’el rei dom Ioam p[rimei]ro deste nome e
dos reis de Portugal o decimo a qual trata a historia da tomada de
Cepta [Manuscrito] / Gomes Eanes de Zurara. - [S. l. : s. n., 16--]. -
212 fls.; 31 cm.
- Cópia. Possui cota antiga: est. 13, g. 2. - Cota antiga: MS/COD/68. -
Comprada por José Leite de Vasconcelos em Novembro de 1910. - Bitagap
manid 1288
João I, rei--Crónica / Ceuta
Ms/COD/72 (BMNARQ) - 16096
Aproveitando as comemorações dos 600 anos da tomada de Ceuta destacamos
este mês um manuscrito de Gomes Eanes de Zurara, a Terceira parte da
crónica de el rei D. João I, de Fernão Lopes, onde relata a conquista
de Ceuta.
Zurara, comendador da ordem de Cristo, cronista régio no reinado de D.
Afonso V, e a partir de 1454, guarda-mor do Arquivo Real da Torre do
Tombo em substituição de
Fernão Lopes, nasceu após 1410 e terá morrido entre 1473 e 1474.
A sua atividade literária como cronista está documentada desde 1450,
ano em que termina a Crónica da Tomada de Ceuta, seguindo-se ainda a
Crónica do Infante D. Henrique
ou Livro dos Feitos do Infante, denominada Crónica dos Feitos da Guiné,
elaborada entre 1452 e 1453 e refundida pelo cronista após 1460; a
Crónica de D. Pedro de Meneses, composta entre 1458 e 1464; e a Crónica
de D. Duarte de Meneses, elaborada entre 1464 e 1468.
Após o termo da Crónica da Tomada de Ceuta, acedeu aos pedidos do
soberano para redigir o encómio de personagens individualizadas da
nobreza, desviando-se assim da orientação
do seu antecessor, não
podendo ocupar-se da continuação
de uma Crónica Geral do Reino. O próprio relato da Crónica da Tomada de
Ceuta combinava já, ao longo do texto, a glorificação da campanha cavaleiresca dos infantes
com o elogio de certos feitos de D. Henrique.
A escrita de Zurara apresenta ainda a novidade de ser construída em
grande medida sobre o presente. A missão de "daar comta, e razão
das cousas, que pasam nos tempos de minha hydade, ou daquellas, que
pasaram tam cerca, de que eu posso aver verdadeiro
conhecimento...", segundo revela no primeiro capítulo da Crónica
do Conde D. Pedro de Meneses. Dada a escassez de registos manuscritos
para eventos tão recentes privilegia os testemunhos orais e mesmo a
visita aos locais onde se desenrolaram os acontecimentos,
como no caso da Crónica de D. Duarte de Meneses, para "tomar
miudas e exatas informações do acontecido".
Segundo palavras da Professora Catarina Simões, Gomes Eanes de Zurara
tendo-se centrado, ao produzir as suas obras, no movimento
expansionista que marcava na
sua contemporaneidade, a vida política, económica, cultural e social do
Reino de Portugal, é um autor essencial para o estudo do Portugal de
Quatrocentos, não só por as suas obras nos apresentarem importantes
dados para a compreensão da fase inicial da Expansão Portuguesa, mas
também por proporcionarem um maior entendimento sobre a cultura e
mentalidades deste período.
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museums-exhibiting-europe.eu
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Embaixador dos EUA visita o Museu
Nacional de Arqueologia, no âmbito do Festival de Empreendedorismo -
ANBFP
Decorreu no passado fim de semana, dias 17 e 18 de outubro, no Museu
Nacional de Arqueologia (MNA), o Festival de Empreendedorismo - A New Beginning
For Portugal - ANBFP, uma iniciativa com o apoio do Projeto
"EuroVision – Museums Exhibiting Europe", considerando que uma
das entidades envolvidas é parceira: a AWPA - Associação Welcome People and Arts, uma associação sem fins lucrativos que desenvolve e
promove, atividades culturais, artísticas, educativas e
desportivas como instrumento de integração
e inclusão social.
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O evento contou com a presença do Embaixador dos
EUA, Robert Sherman e a Embaixatriz, Kim Sawyer, que além de participarem
nas iniciativas, visitaram demoradamente algumas das exposições do Museu,
nomeadamente a mostra "Alqueva: 20 Anos de Obra, 200 Milénios de
História". O entusiasmo foi percetível através do interesse e
curiosidade demonstradas em cada descoberta.
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Workshops EMEE
Durante o mês de Outubro decorreram no MNA, duas Workshops
integradas no projeto "EuroVision – Museums Exhibiting Europe",
do qual o MNA é um dos parceiros.
Partindo do conceito "COP – Change of Perspective", nas suas
três componentes: Re-interpretação;
Participação e Activação; Ampliação
de Perspectivas, e da abordagem de temas como Museus como Arena Social,
como atrair não visitantes a Museus e a utilização
da Web Social, foram estruturadas cinco workshops que,
baseando-se num conjunto de
ferramentas didáticas, visam colocar em prática os conceitos teóricos do
projeto.
Neste sentido foram apresentadas, no dia 19 de outubro a workshop subordinada
ao tema "Construindo Pontes: Como Atrair Não-Visitantes a
Museus", e no dia 26 de outubro a workshop "Web
Social e interação: Comunicação digital nos museus", coordenadas
respetivamente por Miguel Feio e Ricardo Simões.
Pode saber mais visitando o site
emeeportugal.16mb.com.
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Apresentação
ao público do documentário "Fundeadouro Romano em Olisipo"
Decorreu, no dia 10 de outubro, a estreia do documentário
"Fundeadouro Romano em Olisipo – o porto de Lisboa em época
romana", da autoria de Raul Losada, com ilustração e Arqueologia Virtual 3D de César
Figueiredo e narração de
Eduardo Rego.
Após uma introdução, que deu
conta do contexto em que foi realizado este filme, o público pôde
assistir a uma recriação da
cidade de Olisipo, que se esconde sob a actual Lisboa.
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Após o visionamento do documentário, este foi
comentado por Alexandre Sarrazola, arqueólogo da ERA-Arqueologia, Carlos
Fabião, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Raul
Losada e César Figueiredo, que deram a conhecer como foi participar neste
projecto.
Devido à grande afluência de público, o MNA voltou a exibir o
documentário, em sessão privada, para funcionários e colaboradores da
Direção-Geral do Património
Cultural, e mais uma vez para público em geral, no passado dia 24 de
outubro.
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Nesta segunda sessão, foi convidado a comentar o
filme Rodrigo Banha da Silva, arqueólogo da Câmara Municipal de Lisboa e
docente de arqueologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da
Universidade Nova de Lisboa, que respondeu a várias questões da plateia
dando conta do progresso do conhecimento arqueológico relativo à cidade
de Olisipo e da dificuldade de se ter uma imagem nítida e que corresponda
à realidade da época romana.
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Thomas Schattner, antigo diretor do Instituto
Arqueológico Alemão, então sediado em Lisboa, e que se encontrava na
assistência, foi também convidado a intervir e a explicar como terá
decorrido a conquista do território peninsular e o processo de criação das novas cidades na Hispânia e,
concretamente, na Lusitânia.
Muitas instituições da sociedade portuguesa que têm tomado conhecimento
deste documentário, estão já a marcar
sessões, como aconteceu com o
Museu Marítimo de Ílhavo e o filme tem já presença garantida em festivais
internacionais onde esperamos que tenha grande sucesso.
Olisipo, a Lisboa romana, tem tido a atenção
dos media,
destacando-se a emissão do premiado programa Encontros com o Património,
também no passado dia 24 de outubro, dedicado precisamente ao tema e em
que participaram Carlos Fabião, Ana Gomes, técnica superior da DGPC, Lídia
Fernandes, coordenadora do Museu do Teatro Romano de Lisboa, e Rodrigo
Banha da Silva.
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![Estreia "Fundeadouro romano em Olisipo" MNA Trailer]()
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Trailer preparado para a
estreia do documentário no MNA.
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www.avast.com
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