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Salva
da ruína por obras profundas de restauro Catedral de Beja reabre com celebrações da Porta Santa do
Jubileu da Misericórdia e da consagração do novo altar No
próximo domingo, dia 13, as 16h00, realizam-se as cerimónias de abertura da
Porta Santa do Ano Jubilar da Misericórdia e de sagração do novo altar da
Catedral de Beja, presididas pelo bispo D. António Vitalino Dantas. Esta
Catedral – a igreja de Santiago, um dos mais notáveis monumentos
religiosos do Alentejo – foi alvo de extensas obras de restauro, num
projecto-piloto de reabilitação delineado pelo Departamento do Património
Histórico e Artístico da Diocese de Beja e concretizado no âmbito da Associação
Portas do Território, com o co-financiamento do Programa Operacional Regional
do Alentejo. A
requalificação da Sé (como é conhecida popularmente em Beja) contou com o
empenhamento da Paróquia, do Cabido e da própria Diocese, além do apoio técnico
do Município de Beja e da Direcção Regional de Cultura do Alentejo. Os
trabalhos iniciaram-se em Novembro de 2014, durando aproximadamente um ano.
Foram orçamentados em cerca de 1,5 milhões de euros, mas um acompanhamento
rigoroso da empreitada permitiu reduzir esse investimento inicial em quase 350
000 euros. A taxa de co-financiamento comunitário ascendeu a 70% do valor
total. “É
muito interessante assinalar ter-se conseguido uma intervenção verdadeiramente
exemplar, em termos patrimoniais”, assinala fonte do Departamento do
Património da Diocese, “associando as mais modernas tecnologias e a
manutenção dos materiais e técnicas construtivas tradicionais”. E
acrescenta: “após terem sido recuperadas dezenas de igrejas históricas na
nossa região, esta foi uma prova de fogo – trata-se da igreja-mãe da
Diocese, todo um símbolo”. Como
lembra o Cerimonial dos Bispos, “A
igreja catedral é aquela em que está a cátedra do Bispo, sinal do magistério e
do poder do pastor da Igreja particular, bem como sinal de unidade dos crentes
naquela fé que o Bispo anuncia como pastor do rebanho. É nessa Igreja que o
Bispo preside à liturgia nos dias mais solenes e, a não ser que as
circunstâncias pastorais aconselhem outra coisa, consagra o santo crisma e
realiza as sagradas ordenações.” Referência
no percurso do Caminho de Santiago que liga o Sudoeste peninsular a Compostela,
a igreja de Santiago remonta ao século XIII, sendo a sede de uma das mais
antigas paróquias de Beja. Alvo de reconstrução integral, em torno de 1590,
segundo projecto do arquitecto Jorge Rodrigues, ganhou a feição de uma
“igreja-salão”, ao gosto do Maneirismo. Em 1925, por iniciativa do
bispo D. José do Patrocínio Dias, foi elevada a Catedral e recebeu importantes
obras, entre 1932 e 1947, sob a direcção de Diogo de Castro e Brito, que muito
contribuiu para a sua valorização artística. Enfrentando,
há anos, severos problemas de conservação, a Catedral de Beja chegou a estar
sob a ameaça de ruína, com o colapso de parte da torre e de alguns sectores das
suas três naves. Agora, finalmente recuperada, volta a assumir o seu
protagonismo na vida religiosa e cultural do Baixo Alentejo. “É com
grande satisfação que, após obras de grande complexidade, se devolve o
monumento à cidade e à região, de cuja identidade representa uma parte muito
significativa”, salienta ainda a mesma fonte do Departamento do
Património Histórico e Artístico. “Salvou-se o monumento, o calendário
foi cumprido, mesmo com os dramáticos estragos provocados pelas intempéries
deste Outono; existe a satisfação generalizada de se ter chegado ao fim, sem
derrapagens técnicas, financeiras ou temporais”. A
Associação Portas do Território, constituída em 2008 por iniciativa da Diocese
e da Câmara Municipal de Beja, agregou posteriormente a Santa Casa da
Misericórdia local. É formada por voluntários e, em estreita ligação com o
Departamento do Património Histórico e Artístico, já levou a cabo a
reabilitação de três imóveis classificados, de grande significado local: a
ermida de Santo André (propriedade do Município), a capela de Nossa Senhora do
Rosário e a igreja de Nossa Senhora ao Pé da Cruz (propriedade da Diocese). Para mais informações: dphadb@sapo.pt
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