Transcrevo, com a devida vénia, de
pportodosmuseus, de Patrícia Remelgado, a seguinte informação:
Associação de Museologia alerta deputados para situação no
setor
PATRIMÓNIO & MUSEUS 27/01/2016 - No comments A APOM iniciou na
terça-feira, com o PS e o PSD, uma ronda de audiências com todos os grupos
parlamentares, reuniões que tem vindo a pedir, no âmbito do início da nova
legislatura. Contactado pela
agência Lusa, João Neto, presidente da APOM, disse que foram apresentadas, na
terça-feira, às deputadas Gabriela Canavilhas (PS) e Susana Lamas (PSD), as
principais preocupações daquela entidade relativamente à situação atual dos
museus. O alargamento da
gratuitidade das entradas, em museus e monumentos, para jovens até aos 30 anos,
durante os fins de semana e feriados, inserido nas Grandes Opções do Plano
(GOP) do Governo para a cultura é uma das preocupações da APOM. “Não somos
contra a gratuitidade. Ela deve existir nalgumas condições, mas é preciso não
confundir gratuitidade com maior acessibilidade, porque não é a mesma coisa. E
se as entradas gratuitas nos museus se generalizam, pode levar a uma
desvalorização do património e do trabalho dos seus profissionais”,
sustentou João Neto. A associação alertou
também para a situação de falta de recursos humanos no setor e investimento na
formação, já que “o turismo tem vindo a crescer progressivamente no
país”. Outra preocupação da
direção da APOM é a gestão das coleções de arte do país, nomeadamente a
polémica coleção Miró, que provém do ex-BPN, a expor em Serralves, no Porto, no
outono. A posição da
associação sobre esta coleção vai no sentido da “avaliação das obras,
para uma escolha das que devem ou não ficar no país”. Defendeu também,
junto dos deputados do PS e do PSD, a necessidade de criar uma maior promoção
da cultura na região do Algarve, durante o período de verão. “Seria uma boa
altura para divulgar a existência e atividade dos museus e outros espaços
culturais, como as bibliotecas”, apelou João Neto, acrescentando que o
Governo e o parlamento devem também ter consciência de que “não existe
nenhum museu nacional abaixo de Évora”. “Numa altura
em que se fala tanto da relação entre a cultura e a coesão nacional, seria
importante também descentralizar as grandes exposições, que normalmente ficam
concentradas em Lisboa e Porto”, sugeriu. João Neto abordou
igualmente ainda a necessidade de revisão da Lei-Quadro dos Museus, “que
já tem alguns anos e deveria ser adaptada às novas realidades”. A APOM, que celebrou
50 anos em 2015, distingue, desde 1997, museus, projetos, profissionais e
atividades desenvolvidas no setor, com prémios anuais, atribuídos para
incentivar a preservação e divulgação do património. Fonte: RTP
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