Em Portugal, na última década, surgiram alguns Novos Sítios de Relevância para a compreensão do viver humano em sociedade. Há, de facto, alguns Projetos de excepcional qualidade que pulsam em várias redes de troca e partilha. São sítios únicos (no sentido bergsoniano de “durée”), singulares e raros. Que proporcionam uma reflexão sobre a especificidade do Ser-Humano atualizada, sujeita a padrões da máxima qualidade e exigência científica. Sítios de risco e de confronto com os limites, escrutinados por um contraditório sem misericórdia. Alguns dizem que são participados por poucos. Que são demasiado Pessoais. Que fogem ao mediatismo e à mercadologia do status quo comunicacional. Talvez. Mas isso não lhes diminui o valor. São uma espécie de últimos redutos da resistência de uma Humanidade enquanto Pátria. São feitos por quem é capaz. Por quem tem coragem. Ninguém impede que sejam mais, desde que sejam capazes desse compromisso com a exigência e com a procura científica do conhecimento. Um desses Sítios é, hoje, sem dúvida, a Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia (SPAE). Não é o único, mas é Único. É. Pedro Manuel-Cardoso |
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